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TODOS OS DIAS DEFRONTO A MORTE

«Senhor Jesus: que eu saiba enfrentar a morte, para que os meus irmãos tenham

vida» (Cfr. I Cor 15, 31).


I. Assim como Jesus, pela Sua Paixão, salvou os homens e entrou na Sua glória, também os apóstolos «mortificam em si mesmos as obras da carne e se dedicam totalmente ao serviço dos homens e, assim, pela santidade de que foram enriquecidos em Cristo, podem caminhar até ao estado do varão perfeito» (PO 12). Este princípio, que o Vaticano II propõe como fundamento da santidade sacerdotal, deve aplicar-se a todos os apóstolos, que

deverão sentir-se tanto mais obrigados a uma vivência assídua da mortificação quanto mais a sua missão os faz representar Cristo e trabalhar «na pessoa de Cristo».

«Por isso, são convidados (os sacerdotes) a imitar aquilo que tratam, enquanto, celebrando o mistério da morte do Senhor, procuram mortificar os seus membros de todos os seus vícios e concupiscências».


Da mesma maneira, todos os fiéis - e mais ainda todos os apóstolos, leigos ou religiosos - desde o momento em que devem participar na celebração da Eucaristia, são convidados a associar-se à oblação da Vítima Divina, oferecendo-se a si mesmos «como hóstia viva, santa, agradável Deus» (LG 10.11; SC 48). «É impossível ser apóstolo d'Aquele que Se imola continuamente pela salvação dos homens sem ter parte na Sua imolação. É impossível

pregar Cristo Crucificado sem se negar a si mesmo, sem O seguir levando a cruz de todos os dias» (Lc 9, 23).

O primeiro ato de mortificação será sempre o que nasce da necessidade de crucificar «a carne com as suas paixões e concupiscências» (Gal 5, 24) e de dar morte ao «homem velho» com as suas inclinações sempre desordenadas para, «se revestir» totalmente «do Senhor Jesus Cristo e das Suas virtudes» (Rom 6, 6; 13,14). A atividade apostólica, vivida com desejo sincero de buscar apenas a glória de Deus e o bem dos irmãos, apresenta

inúmeras ocasiões para isso: renunciar a pontos de vista pessoais, adaptar-se à mentalidade dos outros, condescender e manter-se firme segundo as circunstâncias, aceitar críticas ou humilhações e esquecer-se sempre de si mesmo para se entregar aos outros.

II. As vibrantes afirmações de Paulo: «estou crucificado com Cristo» (Gal 2, 19), «trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus» (Gal 6, 17), «trazemos sempre no nosso corpo os traços da morte de Jesus» (II Cor 4, 10), não são apenas palavras ou fruto de exaltação religiosa, mas manifestam a realidade da sua aventura apostólica vivida em íntima união com o mistério de Cristo crucificado. A sua fé no Filho de Deus, que o amou e Se entregou por ele (Gal 2, 20) é tão viva e concreta, que qualquer renúncia ou tribulação inerente à sua condição de apóstolo a vive com um desejo permanente de se unir mais intimamente à Paixão do seu Senhor. «Estando ainda vivos, somos a toda a hora entregues à morte

por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal» (II Cor 4, II).Os sacrifícios, os trabalhos, as privações e as perseguições que podem encontrar-se no apostolado não têm, para Paulo, outra finalidade que não seja «entregá-lo à morte», ou seja, reproduzir nele o desejo de um Cristo sofredor e moribundo, e, assim, ser absorvido pelo poder da Sua vida para a poder comunicar a muitos.


O que é «morte» para ele, será «vida» para aqueles que evangeliza; por isso, nunca acha que seja excessivo o sacrifício ou o sofrimento; antes, afirma com entusiasmo: «a morte opera em nós, e em vós a vida» (ibid. 12). Está profundamente persuadido de que quanto mais tiver que sofrer com Cristo tanto mais numerosos serão aqueles aos quais Ele dará a vida. É este o segredo da sua invencível fortaleza diante dos sofrimentos que atormentam o seu espírito e o seu corpo: «no exterior, combates, no interior, temores» (ibid. 7, 5), «ao ponto de o fazer afirmar que diariamente enfrenta a morte pela causa do Evangelho» (I Cor 15, 31).

Como S. Paulo, o verdadeiro apóstolo deve sentir a coragem de se submeter dia após dia «à morte», por amor de Cristo e dos irmãos: não a uma morte ideal ou hipotética, mas concreta, que se enfrenta em todos os momentos, nos sacrifícios reais impostos pelo apostolado, sem lhes fugir, mas abraçando-os de todo o coração, convencido de que a sua atividade só será fecunda se for marcada com a morte de Cristo, partilhada até ao

momento em que se converta em morte pessoal.


Ó Cristo, adoro-Te mais profundamente do que Te possam ter adorado ao longo da Tua vida; porque nunca tinha compreendido o amor como na Tua paixão, em que o amor Te fez renunciar a tudo, até ao Teu aspeto de homem. Ó Cristo, pelo Teu sangue derramado,

pela Tua Mãe, concede-me a fortaleza de viver contigo a Tua paixão...

Ó Cristo, minha vida, não quero outro caminho que não sejas Tu, a Tua cruz, os Teus sofrimentos, o Teu Calvário. Quero a extensão do Teu reino, tenho horror a tudo o que me possa afastar da Tua glória.

Faz de mim o que quiseres, mas não me julgues indigno da Tua cruz, dá-me toda a Tua paz e Teu gozo...

Faz que eu me decida a entregar a minha vida. Ensina-me a levar para a Eucaristia e a oferecer nela a minha vida e a minha morte; ensina-me a oferecê-la à vontade do Pai e ao serviço dos meus irmãos.

E no sacrifício único, a oferecer em particular... a minha morte quotidiana... Ensina-me a dar à minha vida e à minha morte um Sentido redentor, de expiação e reparação pelos pecados, em atitude de obediência filial e de caridade fraterna (P. Lyonnet, Escritos

Espirituais).


Faz, Senhor, que eu Te imite no sacrifício e no sofrimento.

Imitar-Te nos três anos de laborioso ministério e consagrar-me ao trabalho, ao zelo e às fadigas apostólicas... seria nada, se não Te imitasse na paixão. Tu fizeste-me compreender que todas as fadigas e todos os trabalhos são estéreis se não estiverem valorizados pelo espírito de paixão e de sofrimento.

Desejo dar-me e abandonar-me ao sofrimento, como Tu, ó Cristo. Faz que eu me consagre à redenção dos homens... imitando-Te a Ti que Te entregaste como vítima de reparação pelo género humano... Ensina-me a negar-me em tudo o que, de qualquer maneira, pode causar-me gozo e consolação e a viver uma vida de paixão contínua contigo, em Ti e por Ti, para a redenção das almas (G. Canovai, Suscipe, Dominte).


Após meditarmos com o texto acima, devemos nos conscientizar que Deus pode nos chamar a qualquer instante. Não sabemos a hora em que estaremos no nosso juízo particular.

Por este motivo, devemos andar sempre preparados, em estado de graça e na santidade.

Deus é Amor e quem verdadeiramente O ama, vive do amor, não ama imperfeitamente, pois que, tem no coração, Jesus a morar.

Enriquecemo-nos desse Amor que irradia vida em abundância em todos os aspetos.

Não desperdicemos o tempo que ainda temos e O busquemos.

Tê-Lo junto á nós em constante alegria de fazer morada em nós.

Não O desagrademos mais com as nossas debilidades de pecados, mas procuremos viver em graça unidos à Ele.

Se tivermos o pensamento de que tudo passa e nós havemos também de passar à História, seremos muito mais sábios e prudentes em não O deixar sofrer mais com os nossos erros.

Ele é o TESOURO do nosso coração.


Finalização de Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos


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