A TENTAÇÃO
- Conteúdos Católicos
- há 14 horas
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Devemos fugir das ocasiões de pecado e sermos fortes na graça de Deus para não cedermos às nossas fraquezas e imperfeições.
Não pensemos que somos fortes o suficiente para não cairmos, pois isso, nos leva a acreditarmos em nossas próprias e limitadas forças que, sem estarmos alicerçados na graça santificante, com certeza, cairíamos no erro.
Nunca esqueçamos de que nenhum de nós, por nós mesmos, somos invencíveis ao pecado. Correríamos num grande equívoco e numa falta de humildade que em hipótese alguma deve ocorrer na nossa vida de união com Deus.
Um simples pensamento deste, se acolhido no íntimo, seria a perda do nosso estado puro e firmado na graça e poderia até mesmo, aumentar as batalhas e termos que intensificar a capacidade de nos reerguermos.
O texto abaixo dá-nos mais detalhes sobre o tema da tentação e com mais estes conhecimentos, tenhamos o propósito de continuamente lutarmos para atingirmos a perfeição para que fomos criados.
Introdução de Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos
Como Acontece a Tentação
Deus permite que sejamos tentados pelo espírito mau, pelo espírito carnal e mundano, pelo amor próprio, tendo sempre em vista o bem.
Convém não esquecer que, geralmente, o espírito maligno procura
aliar-se com o espírito humano e carnal, com o nosso amor desordenado pelos prazeres, com a atração mundana pelos bens e pelas honrarias, com o orgulho. Se o demônio encontra um ponto de apoio consistente em nossa alma a ser tentada, então, começa a promover uma guerra interior muito intensa. No entanto, se não encontra o ponto de apoio – porque nossa alma está procurando constantemente purificar-se, colaborando com a obra da graça de Deus – , o maligno sai à procura de outros cúmplices: de preferência as pessoas que estão mais próximas de nós, mesmo aquelas as quais estamos mais intimamente unidos por laços particulares
de amizade, confiança e obediência.
Pode, por exemplo, suceder que, para desviar um jovem de seu
propósito de consagrar-se inteiramente a Deus, o maligno se sirva de
algum sacerdote, pouco fervoroso ou mundano, do qual o jovem se aproxima com simplicidade no intuito de receber conselho e orientação.
Ó Senhor, por meio dessas provas, tendes sempre uma finalidade
boa, ao passo que o demônio visa o oposto. Tendes a intenção de purificar-nos de nossos defeitos e fazer-nos corresponder melhor à nossa vocação.
O demônio, ao contrário, quer nos levar a cair na infidelidade e colocar-nos em atrito com vosso chamado. Fazei, Senhor, que possamos conhecer tão bem os desígnios de vossa amorosa Providência e desvendar as tramas do maligno de modo a obter, através dessas provas, que nosso espírito se fortaleça na fidelidade a Vós e empenhe-se em corresponder melhor à vocação que nos foi proposta.
Deus Sabe Haurir Vantagens da Tentação
Se a Providência Divina que em tudo concorre para nosso bem con-sente que o demônio nos tente, limita, entretanto, a intensidade da tentação, não permitindo que sejamos tentados acima de nossas forças (1Cor 10,13). Concede auxílios espirituais e aumenta as defesas externas, a fim de que, cooperando com a graça, possamos vencer. Além disso, há a maternal vigilância da Igreja, Esposa de Cristo. O Senhor lhe concede zelo para proteger Seus filhos e luzes para guiá-los na luta. Por isso, Deus, com sua amorosa Providência, e a lgreja, com seu cuidado maternal, com nossa cooperação,
sabem conduzir a experiência das tentações a um êxito feliz: "junto com a provação Ele providenciará o bom êxito" (1Cor 10,13).
Uma primeira vantagem é a firmeza nas virtudes, a conquista de
maior estabilidade no bem e o empenho para vivenciar um estilo de vida mais perfeito e puro. Tudo isso sustentado pelo sólido exercício da mortificação.
Outra vantagem deriva da própria experiência da tentação. É a
ciência da discrição. A alma adquire-a durante a tentação mesma, to-
mando consciência das próprias forças, sendo capaz de determinar o grau de virtude que possui, usando-o como termo de comparação. "Quem não tem experiência pouco sabe" (Eclo, 34,10).
Há, ainda, uma terceira vantagem proveniente da tentação: a ple-
nitude de consolações que Deus acrescenta à vitória da alma fiel, além do bom exemplo oferecido aos outros. Deus sabe muito bem como recompensar o esforço despendido para vencer a tentação, concedendo, sobretudo, o dom especial da humildade e do fervor espiritual.
Preparar-se para a Tentação
"Quem na vida procura sinceramente a Deus deve saber que sua
conduta é uma contínua provocação à malícia do Leviatã" (Jó 3,8).
De fato, os que com o pecado se sujeitaram à vontade do Maligno
são por ele dominados, pois este orgulhoso tirano subjuga seus corações com poder total e consciente segurança. Quando, porém, um espírito dedica-se à busca de Deus, abandona o torpor da sua negligência e, lembrado da primitiva liberdade, rebela-se contra a escravidão do inimigo, este se sente desprezado. Não consegue tolerar que seu escravo se volte contra ele. Por isso, irrita-se e prepara-se para a luta, criando tentações de toda espécie contra o rebelde. Procura, com todas as armas e ataques, penetrar no coração que há tempos julgava ser o proprietário.
Assim, o Leviatã, que parecia estar dormindo, repousando tran-
quilo no coração do pecador, é despertado. É provocado para o combate ao ver minado seu direito à perversa dominação. "Meu filho (adverte a Escritura), se te apresentas para servir ao Senhor, prepara tua alma para a provação" (Eclo 2,1). Quem se entrega a Deus deve estar preparado para sofrer duros golpes na luta contra aquele a quem, antes, servia tranquilamente como escravo.
Sugestões Práticas
"Foge dos pecados como de uma cobra" (Eclo 21,2). Se tivesses
tido coragem de resistir, a esta altura as tentações não existiriam! Elas voltam quando cedemos pela primeira vez, pois Deus quer nos oferecer ocasião de colher o fruto que não colhemos antes. É preciso, pois, estar sempre preparado para tentações mais fortes, quer para reparar os defeitos que nos venceram, quer para chegar aonde Deus nos convida. Quem não segue as inspirações que Deus sugere para evitar algum perigo merece cair nele. Grandes tentações são meios eficazes para uma santidade mais perfeita, se houver coragem e fortaleza para enfrentá-las.
É possível que existam certas tentações, passíveis de serem afas-tadas através da dissimulação, fingindo consentimento. Por exemplo, se uma pessoa boa e fervorosa está sendo tentada a deixar seu Instituto religioso para entrar em outro mais austero, dê-se a ela licença para isso.
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