Quando o Sagrado é Ferido: A Visão Profética de Padre Pio
Atualizado: há 1 dia

O ímpio século XX teve dois grandiosíssimos santos, ambos franciscanos: o polonês São Maximiliano Maria Kolbe e o italiano São Pio de Pietrelcina, ou Padre Pio, como é popularmente conhecido. Eles sempre denunciaram a maior organização criada pelos filhos das trevas para corromper as almas: a maçonaria. O combate de São Maximiliano Maria Kolbe a essa seita é conhecido de seus verdadeiros devotos. Quanto ao Santo Padre Pio, muitos só falam de seu hospital para cuidar dos doentes, como se ele não passasse de “um bom velhinho”, esquecendo ou omitindo suas denúncias contra a maçonaria que, no decorrer dos séculos, vem destruindo na sociedade a noção de civilização cristã, do bem e do mal, do certo e do errado. Cumpre frisar que embora muitas pessoas não façam parte dos planos da maçonaria ou sejam membros desta, se possuírem um espirito revolucionário, igualitário, a favor do comunismo, da destruição da propriedade privada, do divórcio, do aborto e das práticas homossexuais, acabam por se filiar indiretamente a essa seita. É muito conhecida a denúncia de São Kolbe aos embustes demoníacos da seita maçônica, feitos a pessoas da sociedade temporal (governantes em geral). O Padre Pio, por sua vez, denuncia os religiosos que fazem parte da referida seita, como veremos a seguir, em carta que ele escreveu ao seu diretor espiritual, a qual dispensa comentários: «Meu caríssimo Padre, Na sexta-feira pela manhã, eu ainda estava na cama quando Jesus me apareceu. Estava todo maltratado e desfigurado. Ele me mostrou uma grande multidão de Sacerdotes regulares e seculares, entre os quais vários dignitários eclesiásticos; destes, uns estavam celebrando, outros falando, e outros se despindo das vestes sagradas. Como a visita de Jesus angustiado causava-me muita dor, eu quis Lhe perguntar por que Ele sofria tanto. Não obtive resposta. Contudo, Seu olhar recaiu sobre aqueles Sacerdotes; mas, pouco depois, quase como se estivesse horrorizado e cansado de ver, Ele retirou o olhar e, quando o pousou sobre mim, com grande horror observei duas lágrimas que Lhe sulcavam o rosto. Ele se afastou daquela multidão de Sacerdotes com uma grande expressão de desgosto em Seu rosto, gritando: “Açougueiros!”. E voltando-se para mim, disse: “Meu filho, não creia que Minha agonia durou apenas três horas, não; Eu estarei, por causa das almas mais beneficiadas por Mim, em agonia até o fim do mundo. Durante o tempo de Minha agonia, meu filho, não se deve dormir. Minha alma vai à procura de qualquer gota de piedade humana, mas ai daqueles que Me deixam sozinho sob o peso da indiferença. A ingratidão e o sono dos Meus ministros tornam mais aguda a Minha agonia. Ai daqueles que correspondem mal ao Meu amor! E o que mais Me aflige e custa, é que à indiferença eles somam o desprezo, a incredulidade. Quantas vezes estive para fulminá-los, se não fosse impedido pelos anjos e pelas almas que Me veneram… Escreva ao seu diretor espiritual e narra-lhe tudo o que viu e ouviu de Mim esta manhã. Diga a ele que mostre sua carta ao Padre provincial…» «Jesus ainda continuou, mas o que me disse jamais poderei revelar a nenhuma criatura deste mundo. Esta aparição causou-me tanta dor no corpo, e mais ainda na alma, que durante todo o dia fiquei prostrado e achei que ia morrer, se o dulcíssimo Jesus já não me tivesse revelado… Jesus tem infelizmente razão de lamentar de nossa ingratidão! Quantos de nossos irmãos desgraçados não correspondem ao amor de Jesus, lançando-se de braços abertos na infame seita da Maçonaria! Oremos para que o Senhor ilumine suas almas e toque seus corações». Fonte: Lettera di Padre Pio al Suo Padre spirituale P. Agostino, in “Padre Pio da Pietralcina-Epistolario I”, Lettera N°123, Pietrelcina 7 aprile 1913, pp.350-352, ed “Padre Pio da Pietrelcina”, 2002.
Texto transcrito e elaborado por Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos
✅ Síntese do Conteúdo
A Agonia que Não Acabou: Padre Pio e a Sombra da Maçonaria
Começo a perceber que este artigo se abre como um limiar silencioso, onde o coração é convidado a entrar devagar, com reverência, no território onde a luz e a sombra disputam o destino da alma e o mundo visível se afina com o invisível e cada passo parece ressoar no interior da alma. Há territórios que não se alcançam com mapas, mas com vigilância, paisagens que não se contemplam com os olhos, mas com o coração desperto. Ao aproximar-me deste tema, sinto-me diante de uma fronteira antiga, onde a luz procura afirmar a sua clareza e a sombra tenta diluir o que é sagrado. É um espaço espiritual onde o combate não se trava com armas, mas com fidelidade, onde o drama não se desenrola em palcos, mas nos recantos mais profundos da consciência humana. Aqui, cada palavra precisa ser escolhida como quem acende uma vela num templo escuro. Porque o que está em jogo não é apenas a história, mas o mistério, não apenas a denúncia, mas o clamor de Cristo, não apenas a memória de um santo, mas a ferida que atravessa o Corpo da Igreja. Entrar neste assunto é como abrir uma porta que dá para um cenário onde o céu observa, os anjos vigiam e o coração humano decide, a cada instante, de que lado deseja permanecer. É com esta reverência e com esta gravidade que me aproximo do testemunho do Santo Padre Pio, das suas lágrimas, das suas visões e da dor que ele viu estampada no rosto do Senhor. Porque há temas que não se tratam como notícias, mas como sinais, não se abordam como polémicas, mas como chamados, não se leem como documentos, mas como espelhos que revelam o estado da alma. Falo de um tema que atravessa silenciosamente a história da Igreja, a infiltração da maçonaria entre religiosos e a dor que isso provoca no coração de Cristo. O artigo que me inspira recorda dois gigantes da fé, São Maximiliano Kolbe e São Pio de Pietrelcina, homens que viram mais longe do que os olhos alcançam e que perceberam, com clareza espiritual, a ação corrosiva de ideologias que procuram apagar o rosto de Deus no mundo. Kolbe, guerreiro da Imaculada, denunciou a influência maçónica sobre governantes e estruturas sociais; Padre Pio, muitas vezes reduzido à imagem de um santo sereno, ergueu a voz contra a mesma força que tenta dissolver a moral cristã e confundir o discernimento entre o bem e o mal.
O artigo lembra que não é preciso assinar um livro secreto para se alinhar com a maçonaria, basta abraçar o espírito que ela semeia, o relativismo, o igualitarismo revolucionário, a defesa do aborto, do divórcio, do comunismo, de tudo o que fere a ordem natural e a verdade revelada. Mas é na carta de 1913, escrita por Padre Pio ao seu diretor espiritual, que o drama atinge o seu ponto mais alto. Ali, o santo narra uma visão de Cristo, não glorioso, mas ferido, desfigurado, chorando diante de uma multidão de sacerdotes que tratam o sagrado como se fosse carne num açougue. Uns celebram sem amor, outros falam sem fé, outros despem as vestes como quem abandona uma missão que já não compreende. Jesus, com lágrimas que parecem atravessar séculos, diz que a sua agonia não terminou no Calvário, mas continua até ao fim dos tempos por causa daqueles que receberam mais graças e, mesmo assim, o traem.
Padre Pio, tomado por uma dor que não é apenas sua, escreve que muitos dos seus “irmãos desgraçados” se lançam de braços abertos na “infame seita da Maçonaria”. Pedindo orações, súplicas e vigílias, para que o Senhor toque esses corações endurecidos e os reconduza ao caminho da fidelidade. A carta permanece como um eco que atravessa gerações, lembrando-nos que a infidelidade dos ministros fere o Corpo de Cristo de forma profunda e silenciosa.
Concluo esta reflexão oferecendo-a aos leitores como um convite à vigilância interior. Não se trata de alimentar medos, mas de reconhecer que a santidade exige clareza, coragem e amor ardente pela verdade. Que este artigo ajude cada coração a despertar para a responsabilidade de proteger a luz que Deus acende dentro de nós. Que o leitor, ao terminar estas linhas, se pergunte: em que espírito tenho eu deixado que a minha alma respire, no espírito do mundo ou no Espírito de Deus?
Finalização e aperfeiçoamentos de Paulo Pimentel dos Conteúdos Católicos
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