PROIBIDO AJOELHAR-SE?
- Conteúdos Católicos

- 12 de jun. de 2022
- 8 min de leitura
Atualizado: 14 de abr.

“… para que ao Nome de JESUS se DOBRE TODO JOELHO no Céu, na terra e nos infernos.” (Fl. 2,10) Será que você, estimado(a) irmão(ã), está ciente de em que nosso País, a grande maioria dos arcebispos, bispos e sacerdotes proíbem, chegando até mesmo ao absurdo de negar a comunhão, quando o fiel ajoelha-se para receber JESUS Eucarístico? Imagine-se agora chegando na Igreja, e ao ultrapassar a porta, repentinamente Nosso Senhor JESUS CRISTO torna-se visível a sua frente, em toda Sua Glória e Majestade! Qual atitude você tomaria? Penso que a mesma que eu faria, ou seja, se jogaria aos pés de Nosso Salvador e Redentor… Ou estou enganado? Agora reflita comigo: O que poderá levar um eclesiástico a impedir que um comungante ajoelhe-se perante seu DEUS? Temos pouquíssimas hipóteses, e como não poderia ser diferente, todas elas gravíssimas, para essa circunstância… Pois então vejamos: Em virtude da Sagrada Eucaristia ser JESUS Vivo, Corpo, Sangue, Alma e Divindade, portanto apenas não O enxergamos, como na hipótese levantada anteriormente ao ingressar na Igreja, porém ELE está ali, completamente, integralmente… Como então negar para a Sua Augusta Presença todo nosso amor, respeito e gratidão por Seu amor e Misericórdia de vir até nós, pobres e miseráveis pecadores, fazendo-Se Alimento para socorrer-nos em nossas fragilidades e pequenez de simples criaturas? Ajoelhar-nos é o mínimo! Na realidade devíamos sim, prostrar-nos todos em Adoração a Sua Divina Presença! E quando os eclesiásticos, aqueles que têm o dever maior de zelar para que haja respeito, devoção e piedade perante JESUS Eucarístico, agem de maneira inversa, impedindo que se dê o máximo de reconhecimento em atos de fé, o que nos resta concluir, além da certeza de que DEUS está sendo ofendido pelo desprezo e a impiedade de Seus prediletos, e os fiéis escandalizados: É simples, esses ao assim se posicionarem demonstram claramente que NÃO ACREDITAM MAIS NA PRESENÇA REAL DE NOSSO SENHOR NA HÓSTIA CONSAGRADA; se é que um dia acreditaram… Você sabe como se chama o católico, eclesiástico ou leigo, que passa a contestar e desmentir com palavras ou atitudes versículos da Bíblia Sagrada, e a desobedecer a Doutrina, os Dogmas, os doutores da Igreja, os santos e o Papa? HEREGE! Sim, é isso que eles são! HEREGES!!! E como tal deveriam ser excomungados, pois essa é a penalidade para os heréticos! “Cumpre, somente, que vos mostreis em vosso proceder dignos do Evangelho de CRISTO. Quer eu vá ter convosco, quer permaneça ausente, desejo ouvir que estais firmes em um só Espírito, lutando unanimemente pela fé do Evangelho, sem vos deixardes intimidar em nada pelos vossos adversários. Isto para eles é motivo de perdição; para vós outros, de salvação. E é a vontade de DEUS, porque a vós é dado não somente crer em CRISTO, mas ainda por ELE sofrer. Sustentais o mesmo combate que me tendes visto travar e no qual sabeis que Eu continuo agora.”(Fl. 1,27-30) “Volvei-vos para Mim, e sereis salvos, todos os confins da terra, porque Eu Sou DEUS e Sou o único, juro-o para Mim mesmo! A verdade sai de Minha boca, Minha palavra jamais será revogada: TODO JOELHO DEVE DOBRAR-SE DIANTE DE MIM…”(Is. 45,22-23) “Entrando na casa acharam o Menino com Maria, Sua Mãe. PROSTRANDO-SE DIANTE DELE, O adoraram.”(Mt. 2,11) “Aproximou-se Dele um leproso, SUPLICANDO-LHE DE JOELHOS: “Se queres, podes limpar-me.” JESUS compadeceu-Se dele, estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: “Eu quero, sê curado.”(Mc. 1,40) “Então aqueles que estavam na barca PROSTRARAM-SE DIANTE DELE e disseram: “Tu és verdadeiramente o Filho de DEUS.”(Mt. 14,33) “Mas aquela mulher veio PROSTRAR-SE DIANTE DELE, dizendo: “Senhor, ajuda-me!”(Mt. 15,25) “E quando eles se reuniram ao povo, um homem aproximou-se deles e PROSTROU-SE DIANTE DE JESUS…”(Mt. 17,14) “Vendo isso, Simão Pedro CAIU AOS PÉS DE JESUS e exclamou: “Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.”(Lc. 5,8) “Adiantou-se um pouco e PROSTRANDO-SE com a Face por terra, assim rezou: “Meu PAI, se é possível, afasta de Mim este cálice! Todavia não se faça o que EU quero, mas sim o que TU queres.”(Mt. 26,39) “Posto de JOELHOS, exclamou em alta voz: “Senhor, não lhes leves em conta este pecado”… A estas palavras, expirou.”(At.7,60) “Por esta causa DOBRO OS JOELHOS em presença do PAI, ao qual deve a sua existência toda família no Céu e na terra…”(Ef. 3,14-15) “… Os Anciãos PROSTRAVAM-SE e adoravam.”(Ap.5,14) “…PROSTRAVAM-SE de face em terra diante do trono e adoravam a DEUS, dizendo:”(Ap.7,11) “Então os vinte e quatro Anciãos e os quatro Animais PROSTRARAM-SE e adoravam a DEUS que Se assenta no trono, dizendo: “Amém! Aleluia!”(Ap. 19,4) “Mas ele me disse: “Não faças isto! Sou um servo como tu e teus irmãos, os profetas, e aqueles que guardam as palavras deste livro. PROSTRA-TE DIANTE DE DEUS”.(Ap. 22,9) No documento S.C.S.D.W. INAESTIMABILE DONUM, de 1980, aprovado pelo Papa João Paulo II, lemos: “Para que o coração possa se curvar diante de DEUS, em reverência profunda, a GENUFLEXÃO deve ser cuidadosa.” “A pessoa pode esperar de pé por símbolos e promessas, mas a realidade que é DEUS presente na EUCARISTIA, a pessoa DEVE RECEBER COM CARINHO E DE JOELHOS!”(Papa São Pio X) “A genuflexão humilha somente quem não crê e sobretudo quem não ama, porque exatamente o amor se alegra de não poder igualar, nem compreender toda a grandeza e os merecimentos da pessoa amada.”(Enrico Zoffoli) Estimados irmãos, ao concluir este texto, gostaríamos de reafirmar: “Os que hoje alegam hipocritamente dificuldades “operacionais” para que todos voltem a comungar de joelhos, são os mesmos que rapidamente trataram de suprimir as mesas de comunhão; e como bem sabemos, um erro nunca justificou outro. E mais, nada na face desta terra é motivo suficiente, para reduzir-se atos de Adoração, amor e gratidão ao Nosso amado Senhor que tanto sofreu, e ainda sofre por nós… Por nossa falta de amor…” “Se você vai passar, a partir de agora, a ajoelhar-se para receber JESUS, essa decisão é de sua inteira responsabilidade, mas não se deixe constranger pelo padre ou bispo apóstata, porque…” “Pedro e os apóstolos replicaram: Importa obedecer antes a DEUS, do que aos homens.”(At. 5,29) Também não fique preocupado se em sua paróquia a grande maioria comunga em pé; porque se eles tem vergonha dos homens, lembre-se: “Portanto, quem der testemunho de Mim diante dos homens, também EU darei testemunho dele diante de Meu PAI que está nos Céus. Aquele, porém, que Me negar diante dos homens, também EU o negarei diante de Meu PAI que está nos Céus.”(Mt. 10,32-33) “Porque está escrito: “Por Minha Vida, diz o Senhor, diante de Mim SE DOBRARÁ TODO JOELHO, e toda língua dará glória a DEUS” (Is. 45,23). "Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a DEUS.”(Rm. 14, 11-12) Dilson Kutscher PS.: Nem todas as pessoas podem se ajoelhar por dificuldades ou pela idade avançada. No entanto, nesses casos, o melhor é Comungar na BOCA, fazendo antes uma parcial genuflexão e de acordo com as próprias possibilidades. Devido à pandemia, virou regra comungar de pé e na mão. Caríssimos, é Jesus que recebemos, Ele Está PRESENTE nas espécies do PÃO consagrado. A Sua vontade é que O recebamos devidamente como descrito nesse artigo.
Texto transcrito, conexo e elaborado por Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos
✅ Síntese do Conteúdo
Quando o Corpo se Dobra e a Fé se Eleva: A Teologia do Ajoelhar-se diante da Eucaristia
A postura do corpo sempre acompanhou a fé cristã. Desde os primeiros séculos, a Igreja reconhece que o gesto exterior educa o coração, molda a alma e expressa aquilo que a inteligência crê. Entre todos os gestos litúrgicos, poucos são tão eloquentes quanto ajoelhar-se diante da Eucaristia. Em tempos de debates sobre a postura adequada para receber a Comunhão, torna-se necessário revisitar as fontes da fé, a Sagrada Escritura, a Tradição e o Magistério, para compreender o profundo significado espiritual deste gesto.
Ajoelhar-se não é um detalhe secundário, nem uma preferência estética. É um ato que nasce da consciência da Presença Real de Cristo no Sacramento do Altar. Quando o fiel se ajoelha, seu corpo proclama aquilo que sua boca confessa: “Meu Senhor e meu Deus”. A liturgia não é um espaço neutro, mas o lugar onde o céu toca a terra; e, diante do Mistério, o corpo naturalmente se inclina.
A Escritura apresenta o ajoelhar-se como gesto espontâneo diante da manifestação divina. Não se trata de formalidade, mas de resposta existencial. O Antigo e o Novo Testamento convergem na mesma direção: diante de Deus, o ser humano se prostra.
O profeta Isaías anuncia: “Diante de Mim se dobrará todo joelho” (Is 45,23). São Paulo retoma essa profecia e a aplica diretamente a Cristo: “Ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl 2,10). A adoração corporal é, portanto, uma confissão de fé na divindade de Jesus.
Os Evangelhos reforçam essa verdade com cenas concretas: os Magos prostram-se diante do Menino (Mt 2,11); o leproso suplica de joelhos (Mc 1,40); Pedro cai aos pés de Cristo ao reconhecer sua santidade (Lc 5,8); a mulher cananeia se prostra em súplica (Mt 15,25). Até o próprio Jesus, no Getsêmani, se ajoelha para rezar (Mt 26,39), ensinando que a postura do corpo participa da entrega da alma.
A Bíblia não apresenta o ajoelhar-se como gesto opcional, mas como resposta natural diante da presença divina. Se Cristo está realmente presente na Eucaristia — Corpo, Sangue, Alma e Divindade — então o gesto bíblico de adoração permanece plenamente atual.
A Tradição sempre entendeu que a postura corporal expressa a fé. Os Padres da Igreja, os santos e os documentos magisteriais insistem na necessidade de reverência diante da Eucaristia. A genuflexão, em particular, é vista como gesto de humildade, reconhecimento e amor.
O documento Inaestimabile Donum (1980), aprovado por São João Paulo II, afirma que a genuflexão deve ser realizada com cuidado e consciência, pois ela expressa a fé na Presença Real. São Pio X, grande catequista da Eucaristia, ensinava que a realidade divina exige a máxima reverência, aquilo que é símbolo pode ser recebido de pé; aquilo que é Deus presente deve ser recebido com adoração.
A Igreja nunca aboliu o direito do fiel de comungar de joelhos. Pelo contrário, reafirmou-o explicitamente. A instrução Redemptionis Sacramentum (2004), n. 91, declara que não se pode negar a Comunhão a quem deseja recebê-la de joelhos. Trata-se de um direito litúrgico, não de uma concessão facultativa.
Ajoelhar-se diante da Eucaristia não é teatralidade, nem tradicionalismo rígido. É um gesto profundamente espiritual. O corpo fala aquilo que a alma crê. Ajoelhar-se é reconhecer que somos criaturas diante do Criador; pecadores diante do Santo; filhos diante do Pai; amados diante do Amor.
A postura de joelhos educa o coração para a humildade, abre espaço para a adoração e recorda que a liturgia não é um encontro entre iguais, mas entre o humano e o divino. Em um mundo que exalta a autonomia, o ajoelhar-se é um ato contracultural: proclama que Deus é Deus, e nós não somos.
Em algumas comunidades, surgiram orientações que desencorajam ou até proíbem o fiel de ajoelhar-se para receber a Comunhão. As motivações variam: questões práticas, organização da fila, ausência de balaustradas, interpretações equivocadas de normas litúrgicas. Embora essas razões possam ser compreendidas, nenhuma delas anula o direito do fiel nem diminui o valor espiritual do gesto.
Quando a postura de adoração é desencorajada, muitos fiéis percebem nisso um enfraquecimento da consciência eucarística. A liturgia perde sinais de sacralidade, e a fé corre o risco de se tornar abstrata. A reverência corporal não é acessório: é parte integrante da pedagogia da fé.
A postura diante da Eucaristia é também um testemunho. Jesus advertiu: “Quem Me confessar diante dos homens, Eu o confessarei diante do Pai” (Mt 10,32). Ajoelhar-se é uma forma silenciosa de confessar Cristo. Não se trata de oposição ao sacerdote, mas de fidelidade ao Mistério.
Obedecer à Igreja significa obedecer ao que a Igreja realmente ensina e ela ensina que o fiel pode ajoelhar-se. Portanto, quem o faz não está desobedecendo, mas vivendo sua fé de modo coerente.
Concluo afirmando que é o gesto que revela o coração.
Ajoelhar-se para receber a Eucaristia é um gesto profundamente bíblico, tradicional e teológico. Ele expressa a fé na Presença Real, educa o coração para a humildade e preserva a sacralidade da liturgia. Em tempos de confusão e secularização, recuperar a reverência corporal é recuperar a consciência do Mistério.
Quando o fiel dobra os joelhos, sua alma se eleva. Quando o corpo se inclina, o coração se abre. Quando o gesto se torna adoração, a liturgia se torna encontro. E diante do Deus vivo, presente na Hóstia consagrada, não há gesto mais verdadeiro do que aquele que nasce da fé: ajoelhar-se e adorar.
Finalização e aperfeiçoamentos de Paulo Pimentel dos Conteúdos Católicos
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