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A Verdadeira Paz

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    Conteúdos Católicos
  • há 2 horas
  • 5 min de leitura
Imagem de um religioso em hábito castanho lendo devocionalmente, representando vida de oração, contemplação e entrega à vontade divina.

Não há paz estável senão só na submissão à ação divina


A alma que não adere exclusivamente à vontade de Deus, não encontrará nem satisfação nem santificação nos mais diversos meios e nos diversos exercícios de que possa lançar mão, por mais excelentes que eles sejam.

Se o que o próprio Deus escolhe para vós, não vos satisfaz, que outra mão que não seja a Sua poderá servir-vos à medida dos vossos desejos? Se mostrais desagrado do alimento que a própria vontade divina vos preparou, que outro manjar não será insípido a um paladar

tão estragado?

Uma alma não pode verdadeiramente ser alimentada, fortalecida, purificada, enriquecida e santificada, senão por esta plenitude do

momento presente. Que mais queres portanto? Se Nele encontras

todos os bens, porque buscá-los noutra parte? Ou é que tu entendes as coisas melhor do que Deus? Se Ele ordena que sejam assim, como desejar que fossem de outro modo? Porventura se engana a Sua divina sabedoria e a Sua divina bondade? E se a bondade e sabedoria de Deus dispõem uma coisa, não deves

estar plenamente convencido de que é excelente? Ou é que pensas encontrar a paz, pondo-te em luta com o Omnipotente? Pelo contrário, não é verdade que esta luta que tantas vezes renovamos, sem quase o confessarmos a nós mesmos, é a verdadeira causa de todas as nossas agitações?

Com efeito, é justo que a alma que se não encontra satisfeita pela plenitude divina do momento presente, seja castigada com a incapacidade de encontrar contentamento em qualquer outra coisa.

Se os livros, os exemplos dos santos e os tratados espirituais privam da paz; se enchem mas não saciam, é sinal de que nos desviamos do puro abandono à ação divina e a enchemos dessas coisas como

se lhe pertencessem. A sua plenitude, nesse caso fecha a entrada a Deus, e é preciso despojar-se dela como de um obstáculo à graça.


Mas quando a ação divina ordena essas coisas, a alma recebe-as como o resto, isto é como ordem de Deus. Deixa-as tais quais são, não tomando delas senão simplesmente o uso, para se manter fiel; e desde que a hora dos pensamentos passou, abandona-os para se contentar com o momento seguinte. É que de facto, nada há de bom para mim, a não ser a ação emanada da ordem de Deus. Nem posso encontrar noutra parte meio algum, por melhor que seja em

si mesmo, mais apropriado para a minha santificação e mais apto para me dar a paz.


Padre Jean-Pierre de Caussade


Enquanto não nos conscientizarmos de que somente em Deus encontramos tudo o que necessitamos, tanto interiormente quanto exteriormente, a graça que emana desta fonte infinita de Amor que é Ele, nos preencheremos do vazio que está repleto tudo o que não deriva Dele.

Como é incompleta a pessoa que O busca sem encontrá-Lo, pois não O procura aonde Ele Está presente, ou seja, na Igreja Católica, com os seus Sacramentos que são alicerces que nos ligam ao Céu já aqui na terra.

Deus Se deixa encontrar por aqueles que entendem o sentido dessas riquezas que estão ao alcance de todos.

A verdadeira Paz provém desses meios celestes que atuam abundantemente pela Graça Divina, se houver a abertura do coração, sedento de os obter.

Os bem-aventurados que nos deixaram suas vidas exemplares e hoje estão na eternidade com Deus, são provas concretas de quem viveu desses meios celestes e tiveram a abertura de coração, mudando de vida e se moldando progressivamente, atingindo a perfeição de vida.

Quem não se submete à Vontade Divina, que é nos assemelharmos ao Senhor, não terá a Paz desejada que, somente Ele pode dar.

É uma Paz que vem do Amor, da amizade com Ele, de uma entrega de todos os dias.

Esta sim, é a verdadeira Paz que, nada e ninguém, pode preencher o coração de cada um de nós, tão faminto de a encontrar.


Finalização de Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos


✅ Síntese do Conteúdo

A Paz que Só Encontro na Vontade de Deus


Reconheço que nenhuma prática espiritual, por mais elevada que seja, pode preencher o meu coração se eu não aderir exclusivamente ao querer de Deus. Posso multiplicar leituras, exercícios, devoções, obras e disciplinas, posso admirar os santos, estudar tratados espirituais e buscar conselhos de todos os lados. Mas, se o que Deus escolhe para mim no momento presente não me satisfaz, nada mais poderá saciar-me. Quando rejeito o alimento que a Sua vontade me oferece, percebo que o problema não está no alimento, mas no meu paladar estragado, incapaz de saborear o que é divino.


Aprendo, com dor e clareza interior, que a plenitude do momento presente é o único espaço onde Deus realmente me alimenta, purifica, fortalece e santifica. Ele Se oferece a mim agora, com a Sua ação concreta e amorosa, por que insisto em procurar noutros lugares aquilo que só Nele existe? Sempre que desejo que a realidade seja diferente daquilo que a Sua vontade dispõe, percebo que me coloco, ainda que sem admitir, em oposição ao Onipotente, é precisamente essa resistência silenciosa, repetida e quase oculta até de mim mesmo, que se torna a fonte profunda de todas as minhas inquietações.


Percebo que, se não encontro paz nem mesmo nas coisas santas, nos livros, exemplos, doutrinas, práticas, é porque as transformei em substitutos de Deus. Enchi-me delas como se fossem minhas e não d’Ele. Quando isso acontece, a própria abundância dessas coisas fecha a porta à graça. Só quando me despojo delas, usando-as apenas como Ele manda, sem apego, sem apropriação, é que elas se tornam caminho e não obstáculo.


Compreendo, então, que nada é verdadeiramente bom para mim a não ser aquilo que procede da ordem divina. Não existe meio mais adequado para a minha santificação do que aquele que Deus me oferece agora, mesmo quando não o entendo, mesmo quando me custa, mesmo quando parece pequeno ou insuficiente.


A partir dessa consciência, reconheço que Deus confiou à Igreja Católica os Sacramentos, a vida dos santos e na Tradição viva, pelos meios celestes através dos quais Ele derrama abundantemente a Sua graça. Os santos, já participantes da eternidade, testemunham com a própria existência que a entrega sincera à graça, quando acolhida com o coração aberto, transforma, molda, purifica e conduz, passo a passo, à autêntica perfeição.


Se eu não me submeto à Vontade Divina, me tornando semelhante a Cristo, jamais alcançarei a paz que tanto desejo. A paz verdadeira nasce do amor, da amizade com Deus, da entrega cotidiana, da confiança que se renova a cada amanhecer. É uma paz que não depende das circunstâncias, porque brota da união com Aquele que é a própria Paz.


Por isso afirmo, com convicção profunda, nada nem ninguém pode preencher o meu coração como Deus. A verdadeira paz é Ele mesmo, presente, atuante, íntimo, transformador. Quando me abandono à Sua ação, encontro finalmente aquilo que sempre procurei, é essa paz divina, estável, indestrutível, que desejo viver e partilhar contigo, como testemunho, que nos conduz juntos ao coração de Deus.


Conclusão de Paulo Pimentel dos Conteúdos Católicos


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