PECADO CONTINUADO
- Conteúdos Católicos

- 7 de jun. de 2022
- 7 min de leitura
Atualizado: há 5 dias

Acima eu falei em “pecado continuado”, e penso que devemos tomar muita atenção em mais alguns quesitos que tornam a recepção do Sacramento inválida diante de Deus. Nestes casos, por desconhecer a verdade, o Sacerdote pode até dar a absolvição aqui, mas isso não se confirma no Céu, porque existem precedentes invalidantes. A pessoa pode até tentar enganar o Padre, mas não enganará a Deus. Ou seja, trata-se de pecados resultantes de procedimentos, ou de pertenças que mantém a pessoa vinculada a um pecado constante. Quer dizer que não adianta a pessoa pedir perdão de alguns dos seus pecados, se as situações em que ela vive a mantém sempre em falta grave. Nestes casos a Confissão é sacrílega. Vejamos alguns casos. Não pode receber a absolvição aquele que: 1- Pertencer a alguma das sociedades secretas condenadas pela Igreja, tais como a Maçonaria, a Rosa Cruz e outras congêneres, além de praticar ritos e seguir seitas orientais. A posição da Igreja Católica contra tais entidades é bem clara e nunca mudou, porque são incompatíveis com a fé cristã e nunca serão! 2 - Frequentar o Espiritismo, a Macumba, a Umbanda, o Candomblé, Mesa branca ou Saravá, que são também incompatíveis com a fé cristã, porque lidam com demônios e espíritos caídos. Se você vai buscar na casa do diabo a cura de seus males, não tenha o cinismo de vir pedir perdão a Deus se continua frequentando tais antros. Existem milhares de pessoas que se dizem católicas, mas agindo assim já estão fora da Igreja. 3 - Pertencer a um partido político ou associação (ONG), cujos estatutos defendem o homossexualismo, o aborto, a contracepção e as uniões civis entre parceiros do mesmo sexo, ações estas contra a vida, e sem dúvida contra Deus. Esta determinação da Igreja é recente, e inclui o ato de votar nos candidatos destes partidos. A tese é bem simples: se você vota em tais pessoas, está autorizando que elas continuem praticando tais atos, e criando leis de morte em seu nome. Todo bom católico deve então bani-los de suas vidas. Se todos fizéssemos assim, tais partidos não vingariam. 4 - Negar sistematicamente os Dogmas da Igreja e rejeitar partes importantes da sã doutrina. Isso significa criar doutrina própria e, portanto tal pessoa já não mais pertence à Igreja. Na realidade, isso implica excomunhão automática de tal pessoa, o que a impossibilita da recepção de qualquer um dos Sete Sacramentos. 5 - Negar o primado de Pedro, negando-lhe também a fiel obediência. Qualquer pessoa, seja leigo, padre ou bispo, que sistematicamente desobedece ao Papa, comete sacrilégio se tentar receber o Sacramento da Confissão. Jesus foi obediente até a morte. PS.: Nestes casos acima, para que a pessoa volte ao convívio da Igreja, é preciso que ela abjure publicamente de suas heresias ou atividades escusas, e passe então humildemente pelo confessionário para acertar suas contas com Deus. E, por favor, nunca ouçam quem fale que isso é criar doutrina nova. Cria doutrina nova, exatamente quem nega a de sempre. Que é eterna!!! Do Livro "Confesse bem"
Todos devemos ter a firme determinação de abandonar qualquer tipo de vício ou conduta contrária a fé que professamos; caso contrário, que tipo de católicos somos? As ações de um indivíduo deve convergir em atitudes que concretamente estejam de acordo com aquilo que se acredita e se deseja viver realmente.
"Quem vê cara, não vê coração", diz um ditado popular, porém, a Deus ninguém engana! Ele conhece cada um de nós. Entretanto, as atitudes manifestam baseadas no caráter e no coração.
Quem ainda sente a dificuldade em mudar, saiba que para Deus nada é impossível, e o desejo de querer modificar o seu agir, já é um começo de uma maior entrega e aprofundamento daquilo que Deus deseja de nós.
É lutar com constância e afinco para que o Senhor molde o ser que necessita de se tornar naquilo que deve ser, ou seja, uma pessoa transformada no seu melhor e em Deus para que tal se realize em todos os sentidos da alma.
Texto transcrito, texto conexo e elaboração textual de Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos
✅ Síntese do Conteúdo
O Pecado que Impede a Graça: Um Alerta Necessário
Dou início à minha síntese sublinhando um aspecto que precisa ser visto com total seriedade: o pecado continuado não é apenas um ato isolado, mas um estado moral que a pessoa escolhe manter. É como uma ferida aberta que nunca se deixa tratar, porque o doente insiste em tocar nela todos os dias. Assim, mesmo que a pessoa entre no confessionário, se não rompe com aquilo que a mantém presa ao erro, não há verdadeira contrição e sem contrição não há absolvição válida.
A Igreja sempre ensinou que o perdão de Deus é infinito, mas não é automático. Ele exige uma alma disposta a abandonar o mal. Quando a pessoa mantém vínculos, práticas ou compromissos que a colocam continuamente contra a fé, ela mesma fecha a porta da graça. Deus não nega o perdão, é a pessoa que impede que ele entre.
Além dos casos já mencionados, existem outras realidades que também tornam a confissão inválida, porque impedem a pessoa de se colocar diante de Deus com o coração verdadeiramente arrependido.
Vivendo numa situação pública de escândalo moral, é quando alguém vive de modo que sua própria vida se torna ocasião de queda para outros, seja por comportamento, influência, ensinamento ou exemplo, essa pessoa precisa primeiro romper com o escândalo antes de buscar a absolvição. O escândalo é grave porque destrói a fé dos pequenos e enfraquece a consciência dos que observam. Enquanto a pessoa não se afastar dessa situação, permanece em pecado continuado.
Persistindo em práticas supersticiosas ou sincretistas, mesmo quando não se trata de adesão formal a grupos ou ritos, muitos mantêm objetos, amuletos, consultas, simpatias, previsões, cartas, energias, “limpezas espirituais” e outras práticas contrárias à fé. A pessoa pode até dizer que “não acredita muito”, mas o simples fato de recorrer a isso revela falta de confiança em Deus. Enquanto não renunciar a essas práticas, não há disposição interior para receber a graça.
Mantendo convivências, ambientes ou compromissos que levam sempre ao pecado, as pessoas que confessam repetidamente os mesmos pecados, mas não mudam nada em sua vida concreta: continuam nos mesmos lugares, com as mesmas companhias, nos mesmos hábitos, sabendo que isso as conduz ao erro. Isso não é fraqueza, é escolha. A Igreja ensina que, para haver perdão, é preciso ao menos o propósito sincero de evitar as ocasiões próximas de pecado. Sem isso, a confissão se torna apenas um rito vazio.
Rejeitar a autoridade da Igreja em matéria de fé e moral, não se trata de dúvida sincera ou dificuldade honesta, isso faz parte do caminho espiritual. O problema é a rejeição consciente e deliberada do ensinamento da Igreja, como se cada um pudesse definir sua própria fé. Quem escolhe permanecer nessa postura coloca-se fora da comunhão e enquanto não mudar de disposição, não pode receber validamente os sacramentos.
Buscar os sacramentos apenas por hábito social ou aparência, podemos dizer que há quem se confesse para “ficar bem na foto”, para cumprir um rito antes de um casamento, batizado ou festa, ou para manter uma imagem de religiosidade. Isso é grave, porque transforma o sacramento em teatro. Deus não se deixa enganar. A confissão exige verdade interior e onde não há verdade, não há absolvição.
O ponto central é simples: não existe perdão sem ruptura com o pecado.
A pessoa pode até sentir remorso, pode até reconhecer que errou, mas se não estiver disposta a abandonar aquilo que a mantém presa ao mal, não há arrependimento verdadeiro. A confissão não é um “apagador mágico”, mas um encontro com Cristo que transforma a vida e transformação exige decisão.
Para quem se encontra em alguma dessas situações, a Igreja não fecha as portas. Pelo contrário, ela indica o caminho da reconciliação.
Esse caminho passa por três passos:
- Renúncia pública ou explícita daquilo que contradiz a fé.
- Mudança concreta de vida, rompendo com práticas, ambientes ou compromissos que mantinham a pessoa no erro.
- Busca humilde do confessionário, agora com o coração verdadeiramente disposto a obedecer a Deus.
A misericórdia de Deus é maior do que qualquer pecado, mas ela só age onde encontra abertura. E essa abertura começa quando a pessoa diz, com sinceridade:
“Senhor, eu quero mudar.”
No fim das contas, tudo se resume a uma verdade simples e inegociável, a alma só encontra Deus quando escolhe a verdade.
Deus não se deixa enganar. Podemos até construir justificativas, discursos, aparências, máscaras e desculpas, mas diante d’Ele, só permanece o que é verdadeiro. A Confissão não é um rito social, nem um alívio psicológico, nem um “reset” automático para quem não deseja mudar. É um encontro real com Cristo, que exige sinceridade, ruptura e conversão.
O pecado continuado é a prova de que muitos querem o perdão, mas não querem abandonar as correntes que os prendem. Querem a paz, mas não querem a renúncia. Querem a graça, mas não querem a obediência. E assim, permanecem de portas fechadas para o próprio Deus.
A Igreja, porém, não fecha as portas a ninguém. Ela apenas repete, com a mesma firmeza de sempre, aquilo que o Evangelho proclama desde o início: não há salvação sem conversão, não há absolvição sem arrependimento, não há comunhão sem fidelidade. Quem deseja voltar, pode voltar. Quem deseja recomeçar, pode recomeçar. Mas é preciso fazê-lo com verdade, com humildade e com a coragem de abandonar tudo aquilo que contradiz a fé recebida.
A misericórdia de Deus é infinita, mas ela só transforma quem se deixa transformar.
E a doutrina da Igreja não muda, porque é eterna e porque vem do próprio Cristo.
Que cada um de nós, ao aproximar-se do confessionário, o faça com o coração nu, sincero e decidido. Porque o perdão não é para quem finge, é para quem luta. Não é para quem se esconde, é para quem se entrega. Não é para quem insiste no erro, é para quem deseja, de verdade, voltar para casa.
Finalização e aperfeiçoamentos de Paulo Pimentel dos Conteúdos Católicos
Outros Artigos que podem ser do seu interesse:





Comentários