10 dicas para aproveitar melhor a Santa Missa
- Conteúdos Católicos

- 29 de mai. de 2022
- 8 min de leitura
Atualizado: 22 de fev.

Apresentamos, a seguir, 10 dicas que o ajudarão a integrar-se melhor à comunidade católica e a viver plenamente a Santa Missa: 1. Chegue sempre pontualmente, inclusive antes de a santa Missa começar. Lembre-se de que o primeiro preceito da Igreja, que existe desde o século IV, é ouvir a Missa completa todos os Domingos e Festas de Guarda e não fazer trabalhos ou atividades que impeçam a santificação desses dias. Para isso, é importante chegar à Igreja a tempo. Para quê? Para preparar-nos espiritualmente em oração, fazendo nossa oração pessoal. Inclusive, para ver antecipadamente as leituras no folheto da Missa. Quando as leituras do dia são lidas antes da Missa, o coração se prepara melhor para ouvir o que o Senhor quer nos dizer e entender melhor a Homilia. 2. Entrando na Igreja, sua primeira ação deve ser cumprimentar o "Senhor". Nunca entre na Igreja distraído. Procure imediatamente o Sacrário. Haverá uma luz vermelha acesa indicando o lugar em que o Santíssimo Sacramento está reservado. Faça uma devota genuflexão, como sinal de adoração e respeito diante do Senhor. Uma vez feito o ato de adoração, busque um bom lugar para se sentar, de preferência ocupando os primeiros bancos. 3. Se você precisar se movimentar dentro da Igreja, faça-o com respeito. E quando tiver de cruzar toda a Igreja, passando na frente do altar, faça uma reverência profunda, ainda que a Missa não tenha começado. Se o Senhor já estiver no altar, faça uma genuflexão simples (encostando o joelho direito no chão). 4. Observe o silêncio. Haverá pessoas orando, preparando-se para a Confissão ou confessando-se. Permaneça em silêncio ou orando, como preparação pessoal e para respeitar o momento dos outros com Deus. Observe o silêncio antes, durante e depois da celebração, com exceção dos momentos em que se canta ou responde às ações litúrgicas. Considere a Missa como um Ato Sagrado. Isso implica em desligar ou silenciar o celular; não o deixe sequer vibrando, porque isso pode distrai-lo e o tornar dependente. Se, por distração, você se esquecer de desligar o celular (telemóvel) e ele tocar durante a Missa, não saia da Igreja para atender: desligue-o imediatamente. 5. Vista-se com decência na Casa de Deus. No lugar onde se renova de forma incruenta o Sacrifício de Cristo na Cruz, vista-se da melhor maneira possível. Vista-se bem, mas pela dignidade do lugar e do momento, e não para aparecer. Não use roupas inadequadas, ainda que faça calor, nem roupas esportivas, pijama, shorts etc. 6. A Igreja nos pede um Jejum Eucarístico de 1 hora (de comida e bebida) antes da Sagrada Comunhão, com exceção da água e dos remédios (CDC 919). O jejum exige evitar inclusive a goma de mascar antes e durante a celebração. Esta norma não é opcional, e violá-la conscientemente é Sacrilégio. Observar esta regra é sinal de máximo respeito de quem identifica a presença real de Cristo na Eucaristia; é também a preparação mais adequada para receber o Senhor. 7. Controle seus filhos. Se forem pequenos, evite que fiquem brincando ou incomodando os outros; eduque-os no respeito ao lugar e ao momento; assim, saberão a importância da Missa. Se forem muito pequenos ou de colo e você não puder deixá-los aos cuidados de alguém, procure sentar-se nos bancos de trás da Igreja, caso seja preciso sair para acalmá-los no caso de chorarem. 8. Jesus diz: “Minha casa será chamada de casa de oração”. (Mt 21, 13). Portanto, o Templo Paroquial não é lugar para conversar. Não confunda a Igreja com uma cafeteria, não se sente com as pernas cruzadas, como nos atos ou reuniões sociais. (Observação minha: nem com os braços abertos sobre as costas do banco, como se estivesse sentado num banco de praça ou no sofá de sua casa). A Missa não é um momento para expressar afetos pessoais. Se você está com seu esposo(a) ou namorado(a), deixe as manifestações extravagantes de carinho para outro lugar e momento. A Missa é um encontro a sós com Deus; vivam-na como casal, mas cada um dirigindo-se particularmente a Deus. 9. Participe ativamente da Missa e deixe suas leituras e devoções pessoais para outro momento (por exemplo, rezar o terço), seja este antes ou depois da celebração. Durante a Missa, evite os deslocamentos desnecessários, como peregrinar na frente de imagens de devoção. 10. Não incentive a distração. Na Missa, deixe de lado todos os outros assuntos ou pensamentos. Não desvalorize a Missa com um coração dividido, pensando nos seus assuntos pessoais. Não se ocupe de banalidades, nem se distraia olhando para os outros, muito menos com malícia. Tampouco passe o tempo todo olhando para o relógio, como se estivesse esperando a Missa acabar logo. Padre Henry Vargas Holguin
Transcrevo este texto devido a sua importância para melhor se viver o Mistério e desfrutar da Maravilha que é a Santa Missa.
Não existe no mundo nada comparável à ela e é o que mais necessitamos para viver realizados e felizes; em união com o Senhor e em paz com os outros.
Muitas são as pessoas que falham em atitudes quando estão numa Missa e o Padre Henry Holguin aborda o que é mais comum a acontecer e a ser evitado para que a experiência seja frutuosa e possamos progressivamente, à cada Santa Missa, viver numa íntima e eficaz união com Nosso Senhor.
Vamos praticar o que está descrito no texto acima e assim tirar mais proveito da grande graça que Deus nos concedeu: o Sacrifício da Santa Missa.
Finalização, transcrição e elaboração do texto de Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos
✅ Síntese do Conteúdo
Vivendo a Santa Missa com Plenitude
Ao longo da minha caminhada de fé, percebi que a Santa Missa não é apenas um rito semanal, mas o centro da minha vida espiritual. Contudo, para que ela realmente transforme meu coração, precisei rever atitudes, hábitos e disposições interiores. As dez orientações que estudei tornaram-se, para mim, um verdadeiro itinerário de conversão. Assim, resumo de forma clara como cada uma dessas orientações passou a moldar minha vivência litúrgica e aprofundar a minha relação com Deus.
Compreendi que chegar cedo não é formalidade, mas um gesto de amor. Quando me apresso para estar na Igreja antes do início da Missa, ofereço ao Senhor o meu tempo e preparo o meu coração. Passei a ler antecipadamente as leituras e isso mudou profundamente a minha escuta, já não escuto a Palavra como se fosse algo afastado de mim, mas como mensagem pessoal de Deus para mim. A pontualidade tornou-se, assim, um ato concreto de fidelidade ao primeiro preceito da Igreja.
Antes, eu entrava distraído, olhando pessoas, bancos, objetos. Hoje, minha primeira ação é procurar o Sacrário. A luz vermelha me lembra que Ele está ali, vivo, presente. Ajoelho-me com devoção, não por hábito, mas por reconhecimento, estar diante do meu Senhor. Essa simples mudança transformou meu modo de estar no templo, já não entro como quem chega a um lugar, mas como quem encontra uma Pessoa.
Percebi que até os meus gestos falam de fé. Cada passo dado com reverência, cada inclinação diante do altar, cada genuflexão diante de Cristo exposto, tudo isso começou a educar o meu próprio corpo para adorar. Passei a cuidar dos meus movimentos, não por escrúpulo, mas por amor. Aos poucos, meu corpo aprendeu a expressar, sem palavras, a linguagem silenciosa da liturgia.
Descobri que o silêncio da Igreja não é ausência, mas plenitude. Ele se tornou meu mestre interior, conduzindo-me para dentro de mim mesmo e revelando, com delicadeza, a presença viva de Deus. Passei a evitar conversas, distrações e sobretudo, o uso do telemóvel, porque percebi que cada ruído me afastava desse encontro. O silêncio me ensinou a escutar Deus, a mim mesmo e aos irmãos que rezam ao meu lado. Hoje compreendo que a Missa começa muito antes do sinal inicial, ela nasce no recolhimento do coração.
Minha forma de vestir tornou-se uma expressão concreta de respeito. Percebi que minha roupa fala da fé que carrego. Não é questão de vaidade, mas de dignidade. Passei a escolher vestes que honram o mistério que celebro. Não me visto para ser notado, mas para reconhecer que estou na Casa de Deus, diante do Sacrifício de Cristo. Aos poucos, meu exterior começou a refletir a reverência que desejo cultivar no interior.
O jejum eucarístico passou a educar o meu desejo. A hora que antecede a Comunhão tornou-se, para mim, muito mais do que uma norma, é um gesto concreto de amor. Ele me recorda que não vou receber algo, mas Alguém. Até evitar a goma de mascar ensinou-me a purificar minhas intenções e a preparar-me com mais consciência. Esse pequeno sacrifício moldou o meu coração para acolher o Senhor com maior reverência.
Aprendi a educar meu filho para o sagrado. Como pai, percebi que ele aprende muito mais pelo meu exemplo do que pelas minhas palavras. Ensinei-o a respeitar o silêncio, a rezar e a observar o que acontece na liturgia. Quando era pequeno, eu me sentava nos bancos de trás para poder sair discretamente caso chorasse. Descobri que levá-lo à Missa não é um peso, mas uma missão, formar no coração dele o amor pelo sagrado.
Entendi que a Igreja não é um espaço de socialização, mas um lugar de encontro com Deus. Percebi que conversas, gestos de intimidade e posturas relaxadas desviam meu coração do essencial. A Missa não é um encontro social, mas um encontro com o Mistério. Aprendi a estar ali com sobriedade, sem cruzar as pernas, sem abraços exagerados, sem transformar o templo numa extensão da minha vida cotidiana. A Missa é o momento em que Deus me fala e eu preciso estar inteiro para escutá‑Lo.
Passei a participar ativamente da Missa e não apenas a assisti‑la. Deixei de lado devoções paralelas, pois o terço, as novenas e as orações pessoais têm o seu momento próprio. Durante a celebração, concentro-me inteiramente no que a liturgia me pede: as respostas, os cânticos, a escuta atenta, o silêncio reverente, a adoração. Evito deslocamentos desnecessários e qualquer distração que me afaste do Mistério. Descobri que participar verdadeiramente é oferecer-me, junto com Cristo, no altar.
Passei a travar o combate contra as distrações para viver a Missa com o coração plenamente indiviso. Compreendi que a mais profunda batalha espiritual da celebração não se trava ao meu redor, mas dentro de mim. Pensamentos dispersos, preocupações, julgamentos e curiosidades tentam, insistentemente, desviar meu olhar do Mistério. Aprendi a entregar ao Senhor cada inquietação e a permanecer inteiro diante d’Ele. Não consulto o relógio, não observo os outros, não permito que minha mente vagueie. A Missa é o momento mais sagrado da minha semana, não ouso vivê‑la com o coração dividido.
Concluo, portanto, que a Missa transformou minha vida porque me dispus a ser transformado por ela. Ao integrar essas dez atitudes, percebi que a Missa deixou de ser mero rito para tornar‑se encontro, deixou de ser obrigação para converter‑se em desejo, deixou de ser rotina para revelar‑se como vida.
Hoje, reconheço na Santa Missa o ápice da minha semana e o alimento mais profundo da minha alma. E compreendo que, quanto mais preparo o coração e me abandono ao Mistério, mais Deus realiza em mim aquilo que, por minhas próprias forças, jamais alcançaria. A liturgia tornou‑se o lugar onde o Senhor me molda, me purifica e me reconduz ao essencial.
Conclusão de Paulo Pimentel dos Conteúdos Católicos
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