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O QUE MAIS TEM LEVADO ALMAS AO INFERNO

  • Foto do escritor: Conteúdos Católicos
    Conteúdos Católicos
  • 27 de mai. de 2022
  • 8 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

Pintura a óleo de um padre católico pregando com intensidade diante de uma cruz luminosa, com fiéis em oração e fundo simbólico representando céu e inferno — cena dramática de fé, conversão e urgência espiritual.

O QUE MAIS TEM LEVADO ALMAS AO INFERNO - O FALSO CONCEITO DE CARIDADE E A FALSA CONFIANÇA NA MISERICÓRDIA


Embora nunca se tenha falado tanto de Jesus como em nossos tempos, nunca se compreendeu tão pouco o que Ele disse como agora. A maior parte dos seguidores de Cristo, inclusive os que frequentam Igreja, não sabem quem Ele é nem porque Ele veio ao mundo. Ainda que muitos respondam automaticamente que Ele é o ”Filho de Deus” que ”veio ao mundo para nos salvar”; a grande maioria desses, não sabem o que significa ser ”O Filho de Deus”, nem no que consiste essa salvação que Ele veio operar em nosso favor. A grande maioria dos que se dizem seguidores de Cristo, vivem em contradição teórica e prática com aquilo que ensinou o Messias. Os conceitos cristãos de amor, alegria, bem, felicidade, paz e tantos outros sofreram tal influência da mentalidade revolucionária reinante em nossos dias que, ou perderam o seu sentido original ou passaram a significar exatamente o contrário de antes. A geração da tecnologia e do conhecimento específico, renunciando à racionalidade no entendimento de Deus, do mundo e do homem mesmo, passou a pautar sua conduta em sentimentos e no imperativo da vontade sobre a razão. Faz-se o que se quer sem se perguntar se é certo ou errado. E quando se pergunta, se desvia o critério, antes racional e alheio a nós mesmos, para ter como parâmetro a própria vontade. Foi seguindo essa lógica perversa que chegamos a esse ser esdrúxulo que é o ”cristão” de hoje…que defende (consciente ou não) as mais variadas ideias, ideologias ou comportamentos contrários a fé que diz professar… e incoerência com a Palavra de Deus, temos hoje uma multidão de pessoas que se dizem cristãs e que:

01- Defendem o aborto (ou apoiam partidos e organizações abortistas), mas são contra as pessoas terem uma arma para se defenderem;

02 - Não veem maiores problemas no sexo livre e não enxergam mais o nexo entre o ato sexual e as consequências inerentes ao mesmo;

03 - Acham normal o divórcio e as ”famílias alternativas”, mas veem com estranheza famílias normais com quatro filhos ou mais;

04 - Acham que todas as religiões são iguais e que todas podem salvar;

05 - São simpáticas ou adeptas do socialismo marxista e não veem nenhuma contradição em um cristão apoiar o PS, PT e outros partidos revolucionários;

06 - Que frequentam associações ou outras religiões, cujas doutrinas e práticas são condenadas pela Bíblia e pela Igreja;

07 - Creem que não há nenhum mal em se frequentar, promover, gostar e patrocinar eventos como o carnaval, Parada Gay, baile Funk, etc;

08 - Defendem que não se pode corrigir as pessoas, pois cada um tem sua forma de pensar…e discordar de determinadas ideias ou comportamentos seria preconceito;

09 - Acham que Deus, porque nos ama, não se importa com o que fazemos, desde que sejamos pessoas ”boas” e façamos alguma caridade ao nosso próximo;

10 - Acreditam que Deus, porque é Misericordioso, perdoará a todos e não condenará a ninguém, pois é ”Pai”; etc; etc; etc;…

Quando se explica de modo claro e objetivo a incompatibilidade dessas e outras ideias e comportamentos com a fé cristã, esses mesmos ”cristãos”, em geral pacifistas e adeptos do ”dialoguismo”, se exasperam e acusam seus oponentes de serem fundamentalistas, reacionários, preconceituosos, retrógrados, desalmados, insensíveis, fechados ao ”novo”, etc.. O ”deus” destes ”cristãos” de nosso tempo, é um ser totalmente bondoso e compreensivo, que não tem regras, nem mandamentos, nem exigência nenhuma…tudo o que ele quer é que as pessoas sejam felizes fazendo o que elas gostam. Esse ”deus” dos modernos ”cristãos” ”iluminados” é um ”deus” totalmente misericordioso e tolerante, que a todos perdoa e a ninguém condena. Que ama as pessoas como elas são e não se importa com o que elas fazem… que acolhe a todos do jeito que vivem e com as práticas que têm…ele é puro amor, por isso a ninguém castiga e tudo tolera, pois ”infinita é a sua misericórdia”… Esses modernos ”cristãos” se creem portadores de uma moral superior, desconhecida outrora pelos rudes antepassados na fé…possuem uma fé tão madura que acolhe todos os credos e culturas; um amor tão superior que não condena nenhum comportamento, nenhuma ideia…enfim um coração tão expansivo que acolhe todas as ideologias e formas de pensamentos, menos claro, a daqueles cristãos reacionários que querem impor sua fé e sua moral a todos os demais cristãos e até aos outros… Quando se mostra a essas pessoas que na verdade a fé delas é em um falso ”deus” que nada tem a ver com o Deus da Bíblia revelado em Jesus Cristo; e que na verdade elas são idólatras, adoradores de um ”deus” criado por elas, à sua imagem e semelhança, razão pela qual não são cristãs em sua forma de pensar e agir…então elas se irritam, esbravejam e nos acusam de fundamentalismo, batem o pé dizendo que são cristãs sim…e que: ”quem somos nós para julgá-las”, etc…querem por todas as formas mostrar que é possível o círculo ser quadrado…e que eles são cristãos… Quando os pretensos cristãos são confrontados com as palavras de Cristo que desmontam suas afirmações relativistas e demostram, por exemplo, a ordem de Cristo para se pregar o Evangelho a todas as nações e fazer de todos os povos seus discípulos (Mt.28, 18ss), logo se apressam a dizer que eles veem de modo diferente… Quando se mostra que Jesus manso e humilde de coração, acolheu a todos, mas de todos exigiu a conversão e a mudança de vida, colocando a renúncia ao pecado como condição para segui-Lo (Jo.8,11), os mais misericordiosos do que Cristo dizem: ”o que importa é o amor…”.

Quando se prova com as palavras de Cristo que o verdadeiro amor a Deus implica na OBEDIÊNCIA aos seus mandamentos (Jo.14,15), dizem que o ”deus” no qual acreditam não é legalista e que ademais é misericordioso e perdoa a todos… Quando se faz ver que Deus é misericordioso e perdoa sim a todos, desde que se arrependam de seus pecados e se disponham a mudar de conduta, reapresentam seus chavões dizendo que o ”deus” deles é compreensivo e não se importa com essa bobagem de pecado…que ele é bom, etc… Quando se mostra que na Bíblia é Jesus quem mais falou do inferno (18 vezes), sendo categórico que não é possível servir a dois senhores (Mt.6,24), e que nossa salvação está condicionada à obediência aos mandamentos do Pai (Mt. 7,21); estas almas ”iluminadas” dizem que seu ”deus” é amor e que não podemos ”julgar ninguém”… mimimimimi. Em geral, esse povo que se proclama cristão, que jura ser católico, etc...não acredita na autoridade da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja. Desprezam solenemente a fé e os valores cristãos naquilo que não se adequam à sua visão de mundo. Se acham mais justos e misericordiosos do que Cristo, pois querem enfiar no céu até quem não quer ir para lá A pretensa caridade dos se dizentes cristãos que professam fé em ”deus” que não tem mandamentos, nem leis, que acolhe tudo de todos, que é tão misericordioso que perdoa até os que de nada se arrependem, tem levado mais almas para o inferno do que todas as legiões do inferno juntas. O diabo tem nesses falsos cristãos, melhores colaboradores do que em qualquer dos seus camaradas chifrudos que estão no inferno. Que Deus se digne socorrer o Seu povo que se perde por falta de conhecimento (Os.4,6) e envie muitos santos sacerdotes e pastores de almas que não tenham medo de ensinar a verdade e tenham amor suficiente para enfrentar os lobos atuais e conduzir as ovelhas de Deus no caminho estreito da santidade e da salvação.

Pe. Rodrigo Maria, escravo inútil da Santíssima Virgem


Síntese do Conteúdo

A Ilusão da Caridade e a Falsa Confiança na Misericórdia como Caminhos de Perdição Ao observar o cristianismo vivido em nossos dias, percebo com inquietação que nunca se falou tanto de Jesus e paradoxalmente, nunca se compreendeu tão pouco com aquilo que Ele realmente ensinou. A fé cristã, que deveria ser fundamento de vida, conversão e obediência, tem sido substituída por uma caricatura sentimentalista, moldada mais pelos desejos humanos do que pela verdade revelada. Neste artigo, exponho a minha convicção de que o falso conceito de caridade e a confiança distorcida na Misericórdia Divina têm conduzido inúmeras almas ao afastamento de Deus.


Quando converso com muitos que se dizem cristãos, percebo que repetem fórmulas prontas “Jesus é o Filho de Deus”, “Ele veio nos salvar”, mas sem compreender o que essas afirmações significam. A encarnação, a redenção, a exigência de conversão e a obediência aos mandamentos foram substituídas por uma visão vaga e emocional de um Cristo que apenas acolhe, mas não transforma.


Eu constato que grande parte dos que se declaram seguidores de Cristo vive em contradição com o Evangelho. A fé se tornou um adorno cultural, não um caminho de santidade.


Vivemos numa era em que a tecnologia e o conhecimento específico avançaram, mas a racionalidade aplicada à fé retrocedeu. A vontade passou a dominar a razão. Faz-se o que se deseja e só depois se tenta justificar moralmente o ato, muitas vezes usando Deus como avalista das próprias escolhas.


Percebo que muitos cristãos adotaram ideias e comportamentos incompatíveis com a fé que professam. A moral cristã foi reinterpretada à luz de ideologias modernas e não da Palavra de Deus.


Ao observar o comportamento de muitos que se dizem cristãos, vejo incoerências profundas:


- Defendem práticas contrárias à vida, mas condenam a legítima defesa;


- Relativizam a sexualidade e ignoram suas consequências naturais e espirituais;


- Normalizam o divórcio e ridicularizam famílias numerosas;


- Afirmam que todas as religiões salvam;


- Aderem a ideologias incompatíveis com a fé cristã;


- Participam de práticas e eventos contrários à moral bíblica;


- Rejeitam a correção fraterna em nome de um relativismo sentimental;


- Acreditam que Deus não exige conversão, apenas “bondade” superficial;


- Afirmam que a Misericórdia Divina dispensa arrependimento.


Quando tento mostrar a incompatibilidade dessas ideias com o Evangelho, sou frequentemente acusado de intolerância, fundamentalismo ou falta de amor. Mas percebo que tais reações revelam mais apego às próprias opiniões do que a fidelidade à Cristo.


O “deus” criado pela mentalidade moderna, é o que mais me preocupa, ver que muitos cristãos já não creem no Deus revelado por Jesus Cristo, mas num “deus” inventado por eles mesmos. Um “deus” que:


- Não corrige;


- Não exige;


- Não julga;


- Não transforma;


- Não pede renúncia;


- Não condena o pecado.


Esse “deus” é apenas um reflexo da própria vontade humana. É idolatria. E muitos não percebem.


Quando afirmo isso, encontro resistência, irritação e acusações. Mas a verdade permanece, não se pode chamar de cristianismo aquilo que rejeita a cruz, a renúncia e a obediência.


Tenho convicção de que a falsa caridade e a Falsa Misericórdia, é um dos maiores enganos do nosso tempo; é confundir caridade com permissividade e misericórdia com indiferença moral.


A verdadeira caridade corrige, orienta, chama à conversão. A falsa caridade, ao contrário, confirma o pecador no pecado e o impede de encontrar a salvação.


A verdadeira Misericórdia perdoa o arrependido. A falsa Misericórdia afirma que Deus perdoa mesmo sem arrependimento, o que contradiz frontalmente o Evangelho.


Essa distorção tem levado mais almas ao erro do que qualquer ataque externo à fé cristã.


Diante desse cenário, há urgência de retornar ao Evangelho; sinto a necessidade de clamar por um retorno à fé autêntica. Precisamos de cristãos que:


- Conheçam a Palavra de Deus;


- Obedeçam aos mandamentos;


- Busquem a conversão diária;


- Rejeitem ideologias contrárias ao Evangelho;


- Vivam a caridade verdadeira;


- Compreendam a Misericórdia como caminho de transformação.


Peço a Deus que levante sacerdotes e bispos santos, que não temam ensinar a Verdade e conduzem o povo pelo caminho estreito que leva à Vida.


Concluo, portanto, que a crise espiritual de nosso tempo não provém da ignorância sobre Jesus, mas da recusa em acolher o Cristo verdadeiro. Aquele que abraça, mas exige conversão; que ama, mas corrige; que perdoa, mas conduz à santidade.


Eu creio firmemente que somente o retorno à fé integral, sem concessões ao relativismo, poderá salvar as almas que hoje se perdem por falta de conhecimento e por excesso de ilusões sentimentais.


Texto transcrito e elaborado por Claudia Pimentel e conclusão de Paulo Pimentel dos Conteúdos Católicos


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