NÃO POSSO TIRAR A CRUZ DAS ALMAS ELEITAS
- Conteúdos Católicos

- 16 de jun. de 2022
- 7 min de leitura
Atualizado: 8 de mai.

Jesus disse: - «Filhos Meus, apóstolos Meus: as almas necessitam tanto dos sofrimentos aceitos por vocês como os enfermos da medicina. Não posso tirar a Cruz dos ombros de vocês, embora por momentos lhes pareça que já vão cair sob seu peso; porque se a tirasse, se interromperia o processo de cura das almas e deixaria fenecer para aquelas que, todavia, podem ser salvas».
«Quando se cancela a dívida de uma ou várias almas ou termina seu tratamento curativo graças ao sofrimento oferecido por elas, então tiro a Cruz por algum tempo para que cobre novo vigor ao Meu apóstolo destinado a tão sublime vocação».
- «Filhos Meus, uma só alma que se põe sobre o altar do sacrifício por amor a Mim e a seus irmãos, aumenta cem vezes a glória de Meu Pai e a alegria de Minha querida Mãe».
«Levantem-se, filhos Meus, com um fervor mais intenso! Minha Igreja nunca teve necessidade tão grande de vítimas generosas como agora».
«Fazem falta almas que não estão ruminando seus próprios problemas, mas cuja visão esteja posta nos demais buscando como possam ajudá-los no corporal e no espiritual».
«Derramem seus pensamentos e seu amor desinteressado sobre como poder salvar os infiéis e os pecadores, porque sabem muito bem que não há nada tão precioso no mundo como as almas».
«Lancem-se, filhos Meus, numa e noutra vez à sagrada meta de salvar almas! Façam-se Santos para que possam ser verdadeiramente Meus apóstolos revestidos de Cristo ante a face de Meu Pai!»
Mensagem da Virgem para os que fazem a Oferenda de Vida:
A Santíssima Virgem disse: - «Quando o Eterno Pai elege uma alma para lhe dar a graça de ser um dos escolhidos, a destina para que já na terra seja semelhante a Seu Filho Unigênito. E em quê deve ser semelhante a Ele? No amor e na aceitação dos sofrimentos. Se nisto seguem vocês a seu Jesus, o Eterno Pai reconhecerá em vocês a Seu santo Filho».
«As almas que o Pai Eterno escolheu para que façam o oferecimento de vida devem esforçar-se por salvar o maior número de almas para Deus. Podem-no alcançar com a oração fervorosa, com a prática da caridade ativa e servil, com a mansidão, com a humildade, com a mortificação, mas sobretudo com a aceitação paciente dos sofrimentos».
«Creio que Meu Coração maternal encontrará entre Meus filhos almas que com o ardor dos mártires amem a Deus».
«Mesmo em tempo de maiores provas, Meus queridos filhos, devem tomar com confiança ilimitada a mão de Sua Mãe. Juntas vão vocês ao Coração Eucarístico de Jesus que é sua fortaleza em sua peregrinação terrena. Assim, fortalecidos diariamente por Ele, continuam vocês o caminho para o lar da eterna felicidade, onde em glorioso êxtase se reconhecerão entre si os que tenham feito de sua vida uma oferenda de amor para glória de Deus e o bem das almas. Então, Meu Santíssimo Filho vai lhes estreitar a Seu Coração inflamado de Amor, para submergi-los no gozo da unidade de Amor da Santíssima Trindade, no estado da eterna felicidade, para que possam alegrar-se sem fim em companhia das almas para as quais com seu generoso oferecimento de vida lograram alcançar a salvação».
«Amem e tenham confiança, filhos Meus, porque Deus está com vocês!»
«O Senhor ama a vida de cada alma que fez a entrega de si mesma. Precisamente por isso não ponham limites a seus sacrifícios. Dar mais, amar melhor! Seja este o lema de sua vida».
O Amor Misericordioso de Jesus
Em certa ocasião recebi um livro e li nele que nosso Jesus queixava-se de que as almas caíam no inferno como descem no inverno os flocos de neve. Ao ler isto comecei a ver o mundo que está a meu redor, e em espírito chorei aos pés de Jesus.
Então Jesus me disse: - «Não chores, porque isto vem do espírito maligno que quer denegrir o Amor Misericordioso de Meu Pai. Entende, filha Minha. Se as almas caíssem no inferno como caem os flocos de neve no inverno, Meu Pai jamais haveria criado o homem. Mas o criou porque quis derramar sobre Suas criaturas a felicidade da Santíssima Trindade».
«É verdade que o homem cometeu o pecado com sua desobediência, mas Meu Pai enviou o Filho, o qual com Sua obediência o reparou todo. Somente caem nas trevas exteriores aquelas almas que até o último momento de sua existência rechaçam a Deus. Porém a alma que antes de abandonar o corpo dizer com arrependimento: Meu Deus, sede misericordioso comigo, já se livrou das trevas exteriores».
«Mas veja, Minha filha, o Amor Misericordioso de Meu Pai alcança inclusive os pecadores empedernidos. Por isso, peço o Oferecimento de Vida que, qual sacrifício unido a Meu cruento sacrifício, alcança que a Justiça Divina seja satisfeita e desta maneira possa haver misericórdia também para os empedernidos, pelo menos no último dia ou último momento de sua vida. Por isso convocarei uma multidão de almas entregues para esta pesca apostólica de almas».
Oração de Oferecimento de Vida:
Meu amável Jesus, diante das Pessoas da Santíssima Trindade, diante de Nossa Mãe do Céu e de toda a Corte celeste, ofereço, segundo as intenções de Vosso Coração Eucarístico e as do Imaculado Coração de Maria Santíssima, toda minha vida, todas minhas santas Missas, Comunhões, boas obras, sacrifícios e sofrimentos, unindo-os aos méritos de Vosso Santíssimo Sangue e Vossa morte de Cruz: para adorar a Gloriosa Santíssima Trindade, para oferecer-Lhe reparação por nossas ofensas, pela união de nossa santa Mãe Igreja, por nossos sacerdotes, pelas boas vocações sacerdotais e por todas as almas até o fim do mundo. Recebe, meu Jesus, meu oferecimento de vida e concede-me graça para perseverar nele fielmente até o fim de minha vida. Amém.
Jaculatória de arrependimento:
Jesus meu, eu Vos amo sobre todas as coisas! Por amor a Vós arrependo-me de todos os meus pecados.
Do Livro: "A Vitoriosa Rainha do Universo"
Texto transcrito e elaboração textual de Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos
✅ Síntese do Conteúdo
A Cruz Como Medicina Divina: O Apelo Urgente de Cristo à Sua Igreja
A Cruz que Cristo não retira dos ombros, é das almas eleitas, não é castigo, mas medicina. É o lugar onde o amor se purifica, onde a vontade humana se curva diante da vontade divina e onde o coração aprende a amar como Deus ama. Quando Jesus afirma que não pode retirar a Cruz porque ela interromperia o processo de cura das almas, Ele revela que o sofrimento aceito transforma-se em instrumento de salvação, não apenas para quem o carrega, mas para muitos que, invisivelmente, recebem graças através desse sacrifício. Assim, cada dor oferecida, cada contrariedade suportada com paciência, cada renúncia vivida em silêncio torna-se parte de uma obra maior, uma obra que ultrapassa a compreensão humana e se insere no mistério da Redenção. As almas que se colocam sobre o altar do sacrifício, como Ele mesmo diz, aumentam cem vezes a glória do Pai e a alegria da Mãe Santíssima, porque participam da lógica divina que salva não pela força, mas pelo amor que se entrega.
É por isso que Jesus convoca apóstolos generosos, almas que não vivem ruminando seus próprios problemas, mas que levantam os olhos para o sofrimento dos outros e se perguntam como podem ajudar, consolar, reparar, interceder. A verdadeira maturidade espiritual não consiste em buscar alívio imediato, mas em compreender que a Cruz, quando abraçada, torna-se fecunda. A Igreja, em tempos de grande batalha espiritual, precisa de almas que aceitem ser vítimas de amor, não no sentido negativo da palavra, mas no sentido mais elevado, as almas que se deixam consumir pela caridade, que se oferecem como instrumentos de misericórdia, que se unem ao Coração Eucarístico de Cristo para que a graça alcance os mais afastados, os mais endurecidos, os mais necessitados.
A Virgem Maria confirma esta vocação sublime ao recordar que o Pai Eterno escolhe algumas almas para que, já na terra, se tornem semelhantes ao Seu Filho Unigênito. O que consiste essa semelhança? No amor e na aceitação dos sofrimentos. Não se trata de buscar a dor, mas de não fugir dela quando ela se apresenta como caminho de santificação. A alma que faz o oferecimento de vida torna-se colaboradora direta da obra redentora: salva almas com a oração fervorosa, com a caridade ativa, com a mansidão, com a humildade, com a mortificação e sobretudo, com a aceitação paciente das provações. É uma missão silenciosa, escondida, mas de valor incalculável aos olhos de Deus. A Mãe Santíssima assegura que encontrará corações capazes de amar com o ardor dos mártires, mesmo sem derramar sangue, porque o martírio do amor é mais profundo: é diário, constante, perseverante.
Jesus, ao falar do Amor Misericordioso do Pai, desfaz a falsa imagem de um Deus que deseja condenar. Ele afirma que somente caem nas trevas exteriores aqueles que, até o último instante, rejeitam deliberadamente a misericórdia. Uma única súplica sincera “Meu Deus, sede misericordioso comigo”, já basta para abrir a porta da salvação. Mas é precisamente para alcançar esses corações endurecidos que Jesus pede o oferecimento de vida, para que a justiça seja satisfeita e a misericórdia possa agir até o último momento. Ele convoca uma multidão de almas entregues para esta pesca apostólica, almas que, unidas ao Seu sacrifício, tornam possível que a graça toque aqueles que, por si mesmos, não se abririam ao amor divino.
Assim, a vida oferecida torna-se um rio de misericórdia que flui silenciosamente sobre o mundo. Cada Missa, cada Comunhão, cada boa obra, cada sacrifício unido ao Sangue de Cristo torna-se luz para os que caminham nas sombras. A alma que vive assim caminha de mãos dadas com Maria, sustentada diariamente pelo Coração Eucarístico de Jesus, avançando com confiança rumo à eternidade. E quando chegar o momento final, aqueles que fizeram de sua vida uma oferenda de amor reconhecer-se-ão entre si, como irmãos que cooperaram na mesma obra divina, e serão estreitados pelo próprio Cristo no abraço eterno da Trindade.
No fim, permanece o apelo que resume toda a espiritualidade deste caminho: dar mais, amar melhor. É o lema das almas eleitas, o programa de vida daqueles que compreenderam que a Cruz não é peso inútil, mas ponte para a eternidade. Quem aceita esta vocação descobre que o sofrimento, longe de destruir, transforma; longe de apagar, ilumina; longe de aprisionar, liberta. E assim, sustentado pela graça, o cristão torna-se instrumento vivo da misericórdia de Deus no mundo.
Que cada leitor reconheça, à luz da fé, que a Cruz não é um obstáculo, mas um caminho de configuração a Cristo; e que, ao acolhê-la com amor, une-se à obra redentora que salva e transforma o mundo em silêncio.
Finalização e aperfeiçoamentos de Paulo Pimentel dos Conteúdos Católicos
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