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Como estimular e adquirir a Contrição Perfeita para uma Boa Confissão?

Atualizado: há 6 dias

Mãe de Misericórdia em pintura religiosa: a Virgem Maria de manto azul estende a mão com ternura diante de um penitente ajoelhado que reza segurando um rosário. Sobre a mesa há um cálice dourado com a hóstia luminosa, uma vela acesa e recipientes litúrgicos. Ao fundo, um sacerdote no confessionário levanta a mão em absolvição, simbolizando misericórdia, sacramento e contrição cristã.


Antes de tudo, é verdade que, para a contrição perfeita, se requer mais do que para a imperfeita, que é a de que se necessita para a Confissão.

Contudo, porém, ajudado com a graça de Deus, pode qualquer um alcançar a contrição perfeita, bastando que verdadeiramente a deseje, porque a verdadeira contrição está na vontade e não no sentimento. Tudo se reduz a termos o devido motivo de arrependimento, quer dizer, que nos arrependamos porque amamos a Deus sobre todas as coisas e, por Seu amor, detestamos os nossos pecados; nisto, e não na duração ou intensidade da dor, está a contrição perfeita.


Digo isto, porque muitas vezes se confunde a contrição perfeita com certa contrição que há, altíssima e sublime, não se advertindo que a contrição perfeita tem seus graus e degraus, e que, para que o seja, não é necessário que chegue à contrição altíssima e firmíssima de São Pedro, de Madalena, de São Luiz Gonzaga e de outros santos. Muito bom seria isso, mas não é necessário; um grau mais baixo de contrição perfeita e verdadeira basta para perdoar os pecados.


Além disso, advertirás uma coisa, que me parece te animará e te dará confiança para poderes alcançar a contrição perfeita:


Antes de Jesus Cristo, na Lei antiga, por espaço de 4.000 anos, foi a contrição perfeita o único meio que tiveram os homens para alcançarem o perdão dos pecados e entrarem no Céu. E hoje mesmo a milhões e milhões de pagãos e hereges que só e unicamente pela contrição perfeita, podem sair do pecado. Portanto, se é verdade, como é, que Deus não quer a morte do pecador, parece natural que não haja exigido para a contrição perfeita ato demasiadamente difícil, mas antes que esteja ao alcance de todos.


Pois, se podem alcançar a perfeita contrição tantos e tantos que vivem e morrem afastados, é verdade que sem culpa sua, da corrente da graça e da Igreja Católica, será isto para ti difícil, a ti, que tens a grande dita de ser cristão e católico, a ti, que tens muito mais graças e estás mais instruído do fervor diante de uma imagem de Jesus crucificado ou do Sagrado Coração, ou assistes à pregação da palavra divina.


Além disso, muitas vezes pode-se exprimir com poucas palavras o amor mais ardente e a mais profunda contrição, atendendo só ao sentido e ao motivo (o amor de Deus). Por exemplo, com estas jaculatórias:


"Deus meu e meu tudo!"; "Meu Jesus, misericórdia!"; "Ó meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas!";


"Meu Deus, compadecei-Vos de mim pecador!", ou ainda, "Pequei, já minha alma Sua culpa confessa;”


“Mil vezes me pesa de tanta maldade”.


Da Obra “A Contrição Perfeita” de Johann Von den Driesch


Texto transcrito e elaborado por Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos


Síntese do Conteúdo

Contrição Perfeita: A Porta Aberta da Misericórdia e da Salvação


Há textos espirituais que podem ser lidos com leveza, como quem passeia pela superfície de um tema. Mas há outros que exigem do leitor uma postura diferente: atenção, profundidade, responsabilidade. O tema da contrição perfeita pertence a esta segunda categoria. Ele não é apenas uma reflexão piedosa, é uma convocação. Um chamado para que cada cristão compreenda, sem evasivas, a gravidade e a beleza deste ato interior que toca diretamente o destino eterno da alma. Logo no início, o artigo recorda que a contrição perfeita exige mais do que a contrição imperfeita necessária para a confissão sacramental. Esta distinção deveria despertar no leitor uma atitude de seriedade, se existe uma forma de arrependimento que reconcilia imediatamente a alma com Deus, então não estamos diante de um tema opcional, mas de uma urgência espiritual. Por isso, antes de avançar, é essencial que o leitor se disponha a levar este conteúdo à letra, com docilidade e profundidade. Não se trata de teoria abstrata, mas de um caminho real, possível e necessário para quem deseja viver como filho de Deus. O artigo esclarece que a contrição perfeita não é um sentimento, mas uma decisão da vontade. Muitos cristãos acreditam que só alcançam a contrição perfeita quando experimentam uma dor intensa pelos pecados, quase sempre associada a lágrimas. Mas o artigo corrige essa visão, a contrição perfeita não depende da intensidade emocional, mas da verdade do motivo. O motivo é simples e sublime: arrepender-se porque se ama a Deus sobre todas as coisas e por esse amor, detestar o pecado. É este fundamento e não a força do sentimento, que torna a contrição perfeita possível para qualquer pessoa. O artigo também explica que a contrição perfeita possui graus. Não é necessário atingir o nível altíssimo dos grandes santos para que ela seja verdadeira. Um grau mais simples, mas real, basta para obter o perdão dos pecados. Esta afirmação tem enorme valor pastoral: Deus não exige heroísmos afetivos, mas sinceridade de amor. Ele não pede que o pecador alcance imediatamente a profundidade de contrição dos gigantes espirituais, pede apenas que o arrependimento seja verdadeiro, motivado pelo amor e acompanhado do desejo de não mais ofender. A história da salvação confirma que a contrição perfeita é acessível. Durante quatro mil anos, antes da vinda de Cristo, ela foi o único meio de perdão dos pecados. Isto significa que Deus nunca colocou a salvação fora do alcance dos homens. Se milhões de pessoas, ao longo da história, puderam alcançar a contrição perfeita, então ela não é um privilégio de poucos, mas uma possibilidade real para todos. O artigo reforça ainda que milhões de pagãos e hereges, hoje, só podem sair do pecado pela contrição perfeita. E se Deus não quer a morte do pecador, é natural que não tenha exigido um ato excessivamente difícil para que o homem se reconcilie com Ele. O artigo mostra-nos um argumento ainda mais forte: se tantos, afastados da graça e da Igreja, alcançam a contrição perfeita, quanto mais um cristão, que possui luzes, sacramentos, pregação, imagens sagradas e graças abundantes. Neste ponto, o artigo alcança o íntimo do leitor, lembrando que quem recebeu tanto da graça não pode justificar a negligência. A contrição perfeita não é uma meta distante, é expressão autêntica da vida cristã. Nasce da gratidão, orienta a consciência e sustenta a maturidade espiritual. Por fim, o artigo nos ensina, que a contrição perfeita pode ser expressa em poucas palavras, desde que o motivo seja o amor de Deus. As jaculatórias apresentadas “Meu Jesus, misericórdia!”, “Ó meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas!”, “Meu Deus, compadecei-Vos de mim pecador!”, são exemplos de como o coração pode, em instantes, elevar-se ao arrependimento verdadeiro. Não é a eloquência que salva, mas a verdade interior.


Ao terminar esta leitura, não há espaço para neutralidade. A contrição perfeita não é um conceito teológico distante, é um caminho real, urgente e acessível. Deus o oferece como ponte de misericórdia, como porta aberta, como gesto de amor que espera apenas a resposta do coração. Por isso, deixo-lhe um apelo, não adie este caminho. Não trate este tema como mera informação espiritual. Tome-o como decisão de vida. Peça a Deus a graça da contrição perfeita. Deseje-a. Pratique-a. E permita que ela transforme sua relação com o pecado, com a confissão e com o próprio Cristo. Se tantos alcançaram, você também pode. E Deus, que não quer a morte do pecador, espera apenas que o seu coração diga com verdade, ainda que em poucas palavras: “Ó meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas; por Vosso amor, pesa-me de Vos ter ofendido.”


Finalização e aperfeiçoamentos de Paulo Pimentel dos Conteúdos Católicos


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