JESUS EXPLICA TIPOS DE MISERICÓRDIA QUE ELE APLICA
- Conteúdos Católicos

- 25 de jun. de 2022
- 5 min de leitura
Atualizado: há 4 dias

Existe a misericórdia, pela qual o corpo é castigado e a alma preservada, como ocorreu com Meu servo Jó, cuja carne foi sujeita a todo tipo de dores, mas cuja alma se salvou.
O segundo tipo de misericórdia é aquela mediante a qual o corpo e a alma são preservados como foi o caso do rei que viveu com todo tipo de luxos e não sentiu dores nem em seu corpo nem em sua alma enquanto esteve no mundo.
O terceiro tipo de misericórdia é a que faz com que corpo e alma, sejam castigados resultando que ambos experimentam angústias em seu corpo e dor em seu coração, como é o caso de Pedro, Paulo e outros Santos.
Há três estados para os seres humanos no mundo:
O primeiro estado é daqueles que caem em pecado e se levantam de novo. Algumas vezes, permito que estas pessoas experimentem angústias em seu corpo para que se salvem.
O segundo estado é o daqueles que vivem sempre com o objetivo de pecar. Todos os seus desejos se dirigem ao mundo. Se fazem algo por Mim, muito de vez em quando, o fazem com a esperança de conseguir benefícios temporais de engrandecimento e prosperidade. A estas pessoas não se lhes dão muitas dores de corpo nem do coração. Permito que sigam com seu poder e desejos, porque eles receberão aqui sua recompensa até pelo mínimo bem que tenham feito por Mim, pois lhes espera um castigo eterno, tanto como eterna é sua vontade de pecar.
O terceiro estado é o daqueles que têm mais medo de pecar contra Mim e de contrariar Minha vontade do que do castigo em si. Antes, prefeririam o insuportável castigo eterno a provocar conscientemente Minha ira. A estas pessoas, se lhes dão tribulações no corpo e no coração, como é o caso de Pedro, de Paulo e de outros Santos, de forma que corrijam suas transgressões neste mundo. Também são castigados, durante certo tempo, para merecerem uma glória maior, ou como exemplo para outros.
Expliquei esta tríplice misericórdia aplicada a três pessoas deste reino cujos nomes tu conheces.
Revelações de Jesus a Santa Brígida
Texto transcrito e elaboração textual de Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos
✅ Síntese do Conteúdo
A Dinâmica da Misericórdia na Vida da Alma
A pedagogia divina manifesta-se de modo admirável quando compreendemos que a misericórdia de Cristo não é uniforme, mas personalizada, ajustada ao estado interior de cada alma e ao caminho que ela percorre diante de Deus. A misericórdia não é apenas um gesto de ternura; é também um método de purificação, uma medicina que cura, fortalece e reconduz ao centro da vontade divina. Por isso, o Senhor age de maneiras diversas, permitindo consolações ou tribulações, silêncio ou luz, conforme a necessidade real da alma e o fruto que Ele deseja produzir nela. A misericórdia que corrige não é menos amorosa do que a que consola; ambas nascem do mesmo Coração que deseja salvar.
Quando a alma cai e se levanta, Deus frequentemente permite que experimente certas dores, não como castigo cego, mas como um freio que impede a queda definitiva. É a misericórdia que desperta, que recorda a fragilidade humana e conduz ao arrependimento sincero. Já aqueles que se entregam ao pecado como estilo de vida, buscando apenas o mundo e seus benefícios, muitas vezes atravessam a vida sem grandes sofrimentos, porque recebem aqui a pequena recompensa de seus raros atos de bem. A ausência de tribulação, nesses casos, não é sinal de aprovação divina, mas de uma justiça que antecipa no tempo aquilo que não poderá ser dado na eternidade. É uma misericórdia que respeita a liberdade humana, mas que não força a conversão de quem não a deseja.
Por outro lado, existem almas que temem mais ofender a Deus do que sofrer qualquer dor. São almas que, mesmo amando imperfeitamente, já compreenderam que o maior mal não é a dor, mas o pecado. A estas, o Senhor concede tribulações mais profundas, tanto no corpo quanto no coração, não por rejeição, mas porque deseja elevá-las a uma glória maior. São provações que purificam, que arrancam as raízes ocultas do amor-próprio, que tornam a alma semelhante a Cristo crucificado. É a misericórdia que aperfeiçoa, que molda os santos, que transforma a dor em mérito e a luta em coroa.
Assim, a misericórdia divina não pode ser reduzida a um sentimento humano de indulgência. Ela é exigente, porque ama verdadeiramente. É firme, porque deseja a salvação. É paciente, porque respeita o tempo de cada alma. É profunda, porque conhece o que nós não vemos. E sobretudo, é justa, porque Deus não trata igualmente aqueles que se encontram em estados espirituais diferentes. A verdadeira misericórdia não elimina a responsabilidade moral, mas a ilumina; não anula a justiça, mas a cumpre; não destrói a liberdade, mas a orienta para o bem.
Compreender esses movimentos da misericórdia é entrar no coração do Evangelho. É perceber que Deus não age ao acaso, mas com precisão de Pai. É reconhecer que cada dor permitida, cada silêncio suportado, cada consolo inesperado e cada queda levantada fazem parte de um mesmo desígnio, conduzir a alma à união com Ele. Quando aceitamos essa lógica divina, deixamos de interpretar a vida apenas pelos critérios humanos e passamos a enxergar, por trás de tudo, a mão misericordiosa que educa, corrige, sustenta e salva. E então, mesmo nas tribulações, a alma aprende a dizer com confiança: “Tudo é misericórdia.”
Diante desta revelação tão clara do Coração de Cristo, somos chamados a reconhecer que a misericórdia divina não é um gesto genérico, mas um caminho pessoal que Deus traça para cada alma. Ele corrige os que caem e se levantam, permitindo-lhes certas dores para que se salvem, Ele tolera a prosperidade dos que vivem voltados para o pecado, concedendo-lhes aqui a pequena recompensa pelo pouco bem que fazem, Ele purifica com tribulações aqueles que O temem e desejam não O ofender, preparando-os para uma glória maior e tornando-os exemplo para outros. Cada estado revela um modo de amar, e cada modo de amar revela um caminho de conversão.
Por isso, a verdadeira sabedoria espiritual consiste em acolher a ação de Deus, seja ela consoladora ou purificadora, com confiança filial. A alma que compreende esta pedagogia deixa de interpretar a vida apenas pelos critérios humanos e passa a discernir, em cada acontecimento, a mão misericordiosa que educa, corrige e salva. Assim, convido o leitor a meditar seriamente sobre qual destes estados espirituais mais se aproxima de sua própria vida e a pedir a graça de caminhar entre os que temem mais ofender a Deus do que sofrer qualquer dor. Que o exemplo de Pedro, Paulo e dos santos, que aceitaram tribulações para serem configurados a Cristo, inspire cada coração a seguir o mesmo caminho de fidelidade e esperança.
Que esta reflexão não termine aqui. Permaneça diante de Deus, deixe que Ele ilumine a sua consciência e peça-Lhe a coragem de responder à Sua misericórdia com amor. Movido por essa luz, siga os bons exemplos, para que também a sua vida se torne um testemunho vivo da misericórdia que salva.
Finalização e aperfeiçoamentos de Paulo Pimentel dos Conteúdos Católicos
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