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Veja sempre o tesouro que cada pessoa é...

Veja sempre o “tesouro” e nunca o “terreno”. Jesus fez milagres em muitas cidades, exceto em Sua terra, Nazaré, porque o povo não acreditava. Jesus tinha as sementes, mas não encontrou em Sua cidade um campo preparado para o plantio, tudo o que queria fazer não pôde por causa da incredulidade dos nazarenos. Quando eles viram os milagres que Jesus estava fazendo em todos os outros lugares, perguntaram-se: “Não é Ele o filho do carpinteiro José, o filho de Maria?”. Eles questionaram Jesus, não olharam o tesouro, apenas o corpo. Por isso, O perderam. Então, Ele deixou a cidade e foi para Cafarnaum, e a partir de lá pregou e realizou milagres em muitos outros lugares. Nós, muitas vezes, também olhamos apenas para o terreno, não para o tesouro que há nele. Assim também é com os padres, pois o Senhor transmitiu para nós o poder de perdoar os pecados e de pregarmos a Sua Palavra. Nós somos os transmissores de Jesus-Palavra, portanto, o nosso sacerdócio é Jesus em nós. Os padres são como um “terreno” que têm um tesouro. Quando olhar para um padre, olhe sempre para o seu “tesouro” e não o “terreno”, porque todos nós padres temos muitas limitações, muitos defeitos. Nenhum de nós é cem por cento aceito, acolhido e aprovado por todos, porque as pessoas percebem as nossas falhas. Quando estas olham para a humanidade de um padre, acabam perdendo esse “tesouro” de vista. Você que tem padres em sua paróquia, em sua diocese, mantenha sempre os seus olhos abertos para a realidade, mas não fixe o seu olhar apenas no “campo”, mas no “tesouro” que há nele. Acolha o pároco da sua paróquia mesmo com todos os defeitos que ele tem. Ame o seu padre, reze por ele, porque ele é o pastor que cuida de você e de todas as outras pessoas. Ele é o pastor que o próprio Jesus colocou lá. Explore o tesouro que há nele. Ele é o único que pode transformar o pão e o vinho no corpo e sangue de Jesus. Ele é a própria presença do Senhor. Se você cultivar o terreno, que é o padre, se vai à Missa, sinta a presença de Jesus na Celebração da Eucaristia que ele celebra. Quando o padre é acolhido com amor, os nossos olhos se mudam e começamos a vê-lo de forma diferente. Se você amar o seu padre, ele mudará. Aqui na Canção Nova nós repetimos muitas vezes: “O amor vencerá”. Meus irmãos, eu posso lhes afirmar que o amor já venceu. Eu lhe peço, hoje, para que você se disponha a amar o seu padre, você verá as mudanças, porque estará amando. Isso é muito importante, pois muitos padres não conhecem o tesouro que existe dentro deles, porque o seu terreno também tem muitas pedras. Assim como Jesus era o tesouro e estava ao alcance do povo de Nazaré e eles não O valorizaram, não O cultivaram e não viram o Seu tesouro, assim também é com os padres. Muitas vezes, nós mesmos [padres] não sabemos o tesouro que carregamos com o nosso sacerdócio. O amor vencerá na sua cidade, no padre da sua paróquia, porque você aprendeu a amar. Por isso, eu lhe peço: “AME O SEU PADRE”! Seu irmão, Monsenhor Jonas Abib *QUEM O DEMÔNIO MAIS ODEIA DENTRO DA IGREJA* Quem o Demônio mais odeia dentro da Igreja? “A Igreja conta entre os seus membros com Cardeais, Bispos, Pastores de todos os tipos, teólogos, pessoas que trabalham com a Caridade, Missionários etc…Mas o que o demônio odeia mesmo é o ASCETICISMO. Isso nós podemos dizer com segurança, porque ninguém é tentado tanto quanto aquele que é dedicado à ascese. Caso aquele que realize uma função eclesial ou um ministério, leve nisso os anos que for, se decide começar uma vida mais ascética, comprovará que as tentações se multiplicam por cem. Isso se deve ao fato de que o Maligno sabe muito bem que a ascese é uma força poderosíssima, é a força da Cruz, e a força da Cruz quebra a influência dele no mundo. Alguém poderia dizer que o demônio mais deveria temer é o amor e, portanto, o que mais ele deveria odiar seriam as obras de caridade. Mas ele sabe que àquele que inicia o caminho de ascese, se perseverar, Deus concederá o dom da caridade em grau supremo. Entretanto, aquele que se dedica exclusivamente a realizar as obras de caridade pode nunca chegar a uma vida ascética. Há pessoas que têm dedicado sua vida inteira às obras de caridade, e, contudo, abrigam muitos defeitos em sua alma. Alguém pode dedicar – se a ajudar os pobres e os enfermos, por exemplo, entretanto fazê – lo com murmurações, críticas, desobediência, etc. Porém, se o asceta perseverar na purificação gradual de sua alma, obterá todos os dons. Por isso o demônio odeia o asceta com maior intensidade que a hierarquia eclesiástica ou mesmo aos exorcistas. O exorcista expulsa um, dois, uma dúzia de demonios… O asceta quebra de um modo muito mais poderoso a influência demoníaca neste mundo, simplesmente por ostentar sobre seu corpo e seu espírito a paixão cotidiana de sua vida crucificada.” Padre Antonio Fortea


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