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  • Foto do escritorConteúdos Católicos

Orientações cristãs quanto à educação dos filhos

Aconselho-vos vivamente a manterem sempre o diálogo com os vossos filhos desde tenra idade, assim crescendo, terão sempre a necessidade e o desejo de estabelecerem uma comunicação aberta, franca e sem enganos para com os seus pais.

Por experiência própria, resulta até os dias de hoje, um diálogo baseado na confiança, segurança e atenção para com o meu filho, pois que, desde pequeno, o habituei à esse relacionamento entre seus pais.

É de suma importância que os filhos percebam que todas as advertências, conselhos, ensinamentos e exemplos católicos transmitidos por seus pais são importantes para seguirem e de se atentarem a respeitar e aceitar, pois que, seguramente, decidirão trilhar um caminho já vivido por eles e não hesitarão tomar por base em suas vidas.

O texto abaixo aborda até aos dezoito anos, porém, quando a idade dos filhos forem a mais, os procedimentos dos pais, mencionados neste artigo devem continuar, mesmo os filhos já tendo cabelos brancos.

E pais já idosos possuem tanto valor quanto sendo novos na vida dos filhos...que, não importa a idade, mas sim, deve ao longo do tempo haver esse agradável relacionamento familiar.



Até os dezoito anos


Até que os jovens cheguem aos 18 anos, os pais devem estar em contínua vigilância dia e noite e ir removendo água para trazer seu filho à tona quantas vezes forem necessárias. Os pais deverão estar cientes de que seus filhos estão levantando suas próprias bases e não tenderão a ouvir o que os pais dizem, pelo simples fato de serem seus pais. Cada conselho que lhe dão terá de ser acompanhado por raciocínios simples e nunca impositores. O comando e o controle já não servirão mais, a menos que a criança veja nele o amor de

seus pais; mas não pelo mero fato de que venha de seus pais eles o aceitarão, como faziam quando eram pequenos. Tentarão de tudo para passar por seu próprio filtro; é por isso que deverão tomar um cuidado especial com qualquer coisa que possa prejudicá-los.

Embora neste período as crianças tendam a se fechar, sempre se poderá encontrar uma "porta aberta" pela qual serão relativamente acessíveis. É o papel dos pais encontrar essas "frentes abertas" para que possam usá-las no momento oportuno.


Até a década de 70 do século passado, as fontes de informação às quais os jovens podiam cessar estavam limitadas à casa, colégio, Igreja, amigos e livros. Estas fontes de informação que antes eram puras, estão atualmente carregadas de ideologias que são frequentemente contrárias à nossa fé. E a elas é preciso acrescentar outras que são novas, e embora em si

mesmas possam ser benéficas, a carga ideológica e, às vezes, demoníaca que transportam pode causar grandes danos. Refiro-me a tudo o que tenha a ver com as novas tecnologias: TV, internet, dispositivos móveis, computadores. Por outro lado, se as crianças estão sob a influência destas tecnologias, elas nunca adquirirão o hábito da leitura, perderão a concentração facilmente para o estudo e facilmente evitarão tudo aquilo que possa constituir esforço para aprender.


Os pais deverão monitorar de maneira muito especial todos esses fatores adversos. Sim, eu gostaria de salientar a importância de remover todos estes meios tecnológicos do quarto das crianças, pois seria como lhes colocar a tentação nas mãos e, em seguida, desejar que eles não caiam.


Outros conselhos práticos para os pais durante esta idade difícil


a.- Não permita que seus filhos façam a sua santíssima vontade. Acostume-os a respeitar os costumes familiares: ir à Missa juntos, comer todos na mesa, férias para toda a família. A casa não é uma "democracia" onde todo mundo vota e depois segue-se a opinião mais votada. O chefe da casa é o pai, que, juntamente com a mãe, tem de exercer de forma responsável e amorosamente a sua autoridade.


b.- Lembre-se o pai que deve exercer a autoridade seguindo o princípio cristão estabelecido pelo próprio Jesus Cristo: "quem quer ser o primeiro de todos, que se faça o último de todos e o servidor de todos". A autoridade deve ser exercida com responsabilidade e determinação; mas também com humildade e atitude de serviço aos demais.


c.- Ouçam os pais as opiniões dos filhos; mas sejam logo os pais que decidam o que deve ser feito. Se as crianças se queixam, e isso será normal, diga-lhes que quando eles forem pais poderão fazer em suas casas o que eles considerem mais adequado; mas enquanto estiverem sob o telhado desse lar, terão de cumprir as normas estabelecidas.


d.- Cuidem os pais de não minar a autoridade um do outro, nem discutir na frente de seus filhos. Isso causaria a perda de respeito e de confiança dos filhos. Se entre pais houver qualquer diferença de opinião sobre um determinado assunto - o que é normal - discuta-se em privado, mas nunca na frente dos filhos.


e.- Os pais nunca devem ceder quando os princípios cristãos estão em jogo. Agora, eles devem ter a flexibilidade suficiente para "tolerar" coisas que talvez não gostem, mas que em nenhum momento atentem contra os valores da nossa fé. Se o menino já tiver 16 anos, haverá certas áreas em que se lhe dará um pouco mais de liberdade (por exemplo, a Missa de domingo); agora, se o garoto decidiu parar de ir à Igreja, os pais devem fazê-lo saber

que o que ele está fazendo é errado.


f.- Respeitem sempre os pais a privacidade de seus filhos. Por exemplo, não estará bem ler as suas cartas ou e-mails privados. Se os pais suspeitarem de algo, deverão procurar outros meios para descobrir o que acontece, mas nunca atacando a privacidade de seus filhos. Mas, por outro lado, não permitam que os filhos transformem o seu quarto em um "sancta sanctorum" onde os pais nem possam entrar. Respeitem o quarto, mas sintam-se livres para

entrar ou sair conforme necessário. Sim, sempre respeitando a privacidade de seus filhos. Se por alguma razão viram coisas inconvenientes nele, avise-os sobre o erro que estão cometendo, mas, em seguida, dê-lhes a liberdade para que sejam eles mesmos os que acabem com aquilo. No entanto, sejam firmes quanto a coisas que possam ser gravemente imorais: pornografia pesada, vídeos pornográficos, drogas, álcool...


g.- É comum nessa época que os filhos percam o desejo de estudar. Além disso, poderia acontecer até que queiram abandonar o estudo. É por isso que é conveniente fazer-lhes ver a importância do estudo; aconselhá-los a prosseguir, pelo menos até concluírem o período escolar. Neste aspeto, sejam os pais firmes e ao mesmo tempo flexíveis. Sejam pacientes também e ajam adequadamente segundo as qualidades de cada filho. Nem todos os filhos têm de ser advogados ou médicos; a sociedade também precisa de trabalhadores de escritório, agricultores, motoristas de ônibus e milhares de outros serviços.


h.- Cuidem os pais de modo especial que o lar seja um lugar onde os filhos recebam bom exemplo de seus pais e dos outros irmãos. Em muitos casos, o lar é o primeiro lugar onde eles aprendem a perder o respeito pela mãe, porque o pai a ridiculariza na frente de seus filhos; ou vice-versa. Ou quando se protegem para agir mal, porque os pais antes permitiram que o filho mais velho fizesse o que queria.


i.- Uma vez que a família esteja tentando firmar-se como uma família católica, cuidem os pais de modo especial sobre tudo ao que se refere às práticas de piedade: abençoem a mesa, procurem ir à Missa juntos, rezem o terço em família e outros costumes que cada família possa ter. Neste momento particular, os pais devem ser firmes e exigentes.


Lembro-me de quando eu tinha apenas 11 anos de idade, meu pai nos "obrigava" toda a família a rezar o Santo Rosário todos os dias depois de comer.

Milhares de vezes eu apresentei centenas de desculpas para escapar e meu pai nunca cedeu. Quando lhe dizia que meus amigos estavam à porta esperando por mim para irmos jogar uma partida de futebol, ele sempre me respondeu: "Bem, diga aos seus amigos que entrem para rezar também com a gente". Eu já tinha o cuidado de que meus amigos não soubessem de que em casa rezávamos o Rosário todos os dias. Agora, muitos anos mais tarde, agradeço imensamente a firmeza e a sabedoria de meu pai ao não me deixar

escapar.

Chegada certa idade, que pode ser de 15 ou 16 anos, os pais devem tentar ser um pouco mais flexíveis a esse respeito e não "forçar" seus filhos para nem a ir à Missa nem para que se confessarem; mas eles têm obrigação de fazê-los ver que estão fazendo errado e cometem um pecado se não o fazem.


j.- Cuidem também os pais do modo de vestir de seus filhos; especialmente as meninas. Evitem que aos 14 anos já se pareçam "vamps" usando roupas inadequadas e em muitas ocasiões provocadoras e indecentes. Diga-se algo semelhante da maquiagem. As meninas se vistam com modéstia e delicadeza.

Mas evite-se também que se vistam como meninas "ranço" da metade do século passado. Um cuidado especial deverá haver nos verões com as roupas de rua e os trajes de banho.


k.- Cuidem também das festas a que assistem. Evitando que durmam em casa de outra pessoa ou que a festa se prolongue até a madrugada. É muito frequente que cumpridos os 14 anos já façam suas tentativas com o álcool. E se o álcool está presente, outros convidados chegarão em breve: a droga e o sexo. Nestes casos, se houver qualquer suspeita, mais vale se passar por rigoroso do que se arrepender quando eles retornam bêbados, drogados ou sem virtude. No caso de que isso aconteça, os pais deverão tomar uma atitude firme e dizer aos jovens que eles já não foram capazes de agir com prudência...., deverão ser punidos sem esse tipo de festas durante um período de tempo razoável.


1.- Em discussões com os filhos, tentem não perder a calma. Falem com firmeza, mas, ao mesmo tempo, tentem argumentar com eles. Nunca se poderá aceitar ceder nos princípios; mas tampouco se deve ser excessivamente rigoroso e fechado em coisas que sejam secundárias. É comum ver ambos os extremos presentes: pais que são excessivamente severos e outros que são demasiado permissivos e não são se inquietam por nada. É também muito frequente que um progenitor faça de bom, flexível e negligente, e o outro

duro, exigente e fechado. Evite-se cair neste erro, porque os filhos perderão o respeito por ambos.


E, finalmente, confiem os pais os seus filhos a Deus e à nossa Mãe Santíssima todos os dias. Eles são os primeiros a saber o quão difícil é cumprir essa missão nos dias de hoje. Porque se assim o pedem, Deus lhes dará sabedoria, amor, prudência, flexibilidade e qualquer outra virtude de que necessitem para que seus filhos cresçam seguindo o bom caminho. Se apesar de tanto esforço, os filhos se foram de suas mãos e tomaram um caminho errado, continuem rezando, tenham paciência e nunca percam a autoridade nem serenidade.


Pe. Lucas Prados


Introdução de Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos



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