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O Escapulário Verde Cura e Converte

O Escapulário Verde, aprovado pela Igreja, foi revelado pelo Imaculado Coração de Maria, a Soror Justina Bisqueyburn, religiosa das Irmãs da Caridade de S. Vicente de Paulo, que entrou no noviciado de Paris em 27 de Novembro de 1839.

Graças e milagres de toda a ordem, quer do corpo, quer da alma, têm sido obtidos por seu intermédio.

Quantas curas! Quantas conversões!...

A Bênção da Igreja aplica-lhe, por intercessão do Imaculado Coração da nossa Mãe Santíssima, algo do capital imenso, depositado, por Deus, no Seu Seio de Misericórdia.

Verde é a cor da esperança, e em Maria depositam, não só os justos, mas, também, os pecadores - ainda os mais inveterados - todos os seus receios, angústias e necessidades, buscando remédio e auxílio. Mas a eficácia especial deste escapulário manifesta-se,

sobretudo, em obter a conversão (que, por vezes, se julga impossível) dos pecadores considerados impenitentes ou já perdidos, principalmente quando, por ignorância ou desespero, recusam os Sacramentos.



Por Robert A. Macdonald, C.S.S.R.


Na minha opinião, apesar das guerras e da ameaça e o horror do comunismo, nós vivemos no século mais feliz, porque é o século de Maria. Desde o tempo em que Ela ensinava o Menino Jesus a rezar, nunca esteve tão perto de nós. Inumeráveis sinais atestam que Ela deixou as colinas da Galileia celeste para nos dar um novo Belém, fazendo renascer Cristo no coração da pobre humanidade. Não favoreceu Ela, particularmente, com a Sua doce presença a Alemanha, Itália, Portugal, Espanha e a França?

Por toda a parte surgem testemunhas para afirmar a Sua presença com provas que demonstram milagre.

Contudo, a serpente infernal vagueia, para semear, por toda a parte, a destruição. A Sua presença talvez nunca fosse tão sensível como hoje, porque sabe melhor que ninguém que, muito próximo talvez, o Seu reinado e o Seu poder serão subjugados. Ela nunca esquecerá as palavras pronunciadas contra Si no paraíso terrestre: «Eu farei uma inimizade entre ti e a mulher... e Ela te esmagará a cabeça» (Gen. 3,15). Ninguém avalia melhor quanto a vinda de Maria é cheia de consequências para o Seu reinado e o Seu império. Só Deus sabe a atividade frenética das potências infernais e a fúria com que se esforçam por fazer deste mundo um mar de ódio. Como a serpente deve detestar esta doce Virgem quando Ela percorre a nossa pobre terra! O poder satânico é tão grande no seu orgulho, que crê ter Deus abandonado o mundo ao seu ceticismo. Animou-se com a esperança da vitória final, imaginando arrancar as almas das mãos de Cristo, chagadas pelos cravos.

Mas tudo desabou com as aparições de Lourdes, de Fátima, e a presença contínua de Maria, a velar por um mundo doente.

Julgou o demónio que teria bom êxito, escondendo por muito tempo a maravilhosa devoção ao Coração Imaculado de Maria, impedindo a difusão do Escapulário Verde. Eu afirmaria que a maior parte de vós não a conheceis, senão há bem pouco tempo, embora a religiosa a quem ela foi revelada, a tornasse conhecida há mais de quarenta anos.

Isto não é de admirar. Vede como o espírito maligno escondeu as maravilhas de Fátima apesar de Nossa Senhora ter mostrado o Seu retumbante poder por um prodígio no Céu diante de uma multidão de cinquenta mil pessoas, homens e mulheres.

Eis como eu conheci o Escapulário Verde. E o único meio de que disponho, para fazer conhecer e amar mais o Coração Imaculado de Maria e pagar a minha dívida para com esta terna Mãe:

«Há sete anos, antes do uso da penicilina, encontrava-me no hospital com uma pneumonia. Depois de muitas hemorragias os médicos decidiram operar-me. Foi nesse momento que uma Irmãzinha entrou no meu quarto.

-«Meu Padre, disse ela, tendes uma grande confiança na Santíssima Virgem, sobretudo no Seu Imaculado Coração? Se tendes, poderes ser salvo».

-«Como assim, minha Irma?»

-«Por meio do Escapulário Verde».

- «O que é isso?»

- «Meu Padre, há quatro anos fui operada de um cancro e já estava o mal tão espalhado por todo o organismo que me preparei para morrer. Foi então que recorri a Nossa Senhora do Escapulário Verde. Cansada de esperar que a morte chegasse, recomecei a minha vida de trabalho e estou curada. Aceitareis um?»

- «De muito boa vontade, minha Irmã».

Imediatamente ela mo colocou ao pescoço. Principiei a ser invadido por um sentimento de grande confiança e a hemorragia parou. Dois dias depois conduzido à sala de radiografias, perguntaram-me quando tinha cessado a hemorragia. Não queriam acreditar que fosse apenas há dois dias.

Afirmaram que eu não tinha senão uma lesão cicatrizada desde há seis meses. Hoje, até mesmo a cicatriz desapareceu. Não é pois de admirar que eu fale numa dívida que nunca saldarei, para com o Coração Imaculado de Maria.

Desde então, tenho feito tudo quanto posso para espalhar esta devoção. Com muita alegria e grande admiração, aqueles a quem tenho falado sobre isto, são ainda mais zelosos do que eu. Creio que só o amor ardente dos antigos cruzados se pode comparar

à fé e à confiança destes novos apóstolos de Maria.

Em Toronto, obtive licença do Pároco da freguesia de S. Patrício, para falar na devoção do mês de Maria. Eu tinha levado mil Escapulários Verdes.

Toda a gente pensava que, depois de eu ter dado uns trinta, ninguém mais mos pediria. Comecei a distribuição, não restando um só; e a sala estava tão cheia, que eu temia algum acidente. Durante o resto da jornada, fui assediado por mais pedidos. Tendo imprudentemente mostrado aquele que trazia comigo, foi-me imediatamente arrancado das mãos.

Hoje, esta devoção difundiu-se por toda a cidade. Dez mil foram distribuídos e não foram satisfeitos todos os pedidos. Mais de vinte e cinco Padres vieram ao nosso Mosteiro, insistindo para que lhes fossem dados Escapulários Verdes. Na rua, nos comboios, um grande número de pessoas me faz parar para que as informe, onde poderão encontrá-los.

Montreal rivaliza agora de zelo, na distribuição destes Escapulários.

Como pôde o meu pequeno sermão fazer nascer um tal entusiasmo nos corações? Muito simplesmente porque Maria quer que o Seu Coração seja amado.

Os incrédulos de ontem transformaram-se nos zeladores de hoje. O Escapulário é agora, para eles, alguma coisa de inestimável. Como eles gostam de repetir esta bela oração proferida pelos próprios lábios de Nossa Senhora: «Coração Imaculado de Maria, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte».

Toronto experimentou já o doce calor da irradiação deste Coração Imaculado:

Um homem, durante anos, tinha recusado ver um Padre, resistindo a todas as tentativas, mesmo já no seu leito de morte. Uma pessoa de família levou para o seu quarto um Escapulário e disse duas vezes a invocação. Com grande espanto de toda a gente, ele suplicou que lhe levassem um Sacerdote.

Devo insistir sobre o facto de que o desejo de Maria não é tanto salvar os corpos, mas mais ainda as almas, trazendo os pecadores ao Seu Divino Filho, por um novo nascimento nos corações. Repito: O Seu ardente desejo é FAZER NASCER O SEU FILHO NAS ALMAS».


CONDIÇÕES PARA RECEBER OS BENEFÍCIOS DESTE ESCAPULÁRIO:

• O Escapulário Verde, como disse a Santíssima Virgem, pode ser benzido, com o sinal da Cruz, por qualquer Sacerdote e depois qualquer pessoa o pode distribuir.

• Deve trazer-se connosco.

• Deve dizer-se, ao menos, uma vez por dia, a seguinte oração: «Coração Imaculado de Maria, rogai por nós, agora e na hora da nossa morte».

• Tratando-se de doentes ou pecadores impenitentes, que não o aceitem, ou não queiram nem possam rezar a oração, podemos deixá-lo na habitação, onde moram, ou ocultá-lo na roupa, dizendo alguém, em seu nome, a mesma invocação ao Coração Imaculado de Maria. Deus, no Dogma da Comunicação dos Santos, aplicará, em favor destes desgraçados filhos, as preces dos seus irmãos, junto aos méritos de Maria Santíssima.


Ninguém estranhe que: um quadrado de tecido verde, com a efígie do Coração de Maria, a Bênção da Igreja e os méritos da nossa Mãe celeste, obtenha tantos prodígios para o corpo e para a alma, e nos proteja nos perigos, pois Deus nunca Se mostra tão grande como quando Se serve das coisas mais insignificantes para patentear o Seu Poder Omnipotente e a Sua Misericórdia. Não Se serve, Ele, da água, para nos manter, e a todos os animais e plantas, na vida? E esta mesma água, aplicada, no Sacramento do Batismo, em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, não nos muda, de simples criaturas, em filhos de Deus e

de Maria Santíssima, em irmãos dos Anjos e dos Santos e herdeiros do Céu?!


Propaguemos o Escapulário Verde, para honra e triunfo do Imaculado Coração de Maria e para salvação eterna dos nossos irmãos, que custaram o Sangue Bendito do nosso Divino Salvador e tantas Dores e Lágrimas à nossa Mãe do Céu. Procedendo deste modo, estamos bem seguros, pois Sua Santidade Pio IX, representante de Cristo na terra, o abençoou e aprovou, por duas vezes: em 1863 e 1870.

Estando com a Igreja, estamos sempre bem.



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