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Como mortificar a língua

Atualizado: 19 de ago. de 2023


Deves pôr grande cuidado em mortificar a língua, para que não se desmande em palavras vãs, inúteis, de louvor próprio ou torpes, em maldições, blasfêmias ou outras coisas que puderem ser injuriosas a Deus, prejudiciais a ti mesmo ou ao próximo.


Aquele que não peca com a língua, diz o Apóstolo São Tiago, é um varão perfeito; e Orígenes, explicando estas palavras, acrescenta que aquele que tem a feliz sorte de livrar-se dos pecados da língua, pode chamar-se verdadeiramente perfeito; e pode presumir-se que facilmente dirigirá e governará seus afetos aquele que conseguiu domar a língua. E realmente a experiência nos ensina que a língua é a universidade de maldades, e que até pessoas muito espirituais caem, pela língua, nos laços de Satanás. É indispensável, portanto, pôr muito cuidado em governá-la e valer-se para isso do conselho que dá São Bernardo: passar duas vezes pela lima, o que uma vez só deve pronunciar a língua; dando-nos a entender que, antes de falar, é mister considerar devagar se o que se vai dizer é, ou não, conforme com a vontade de Deus, e se será proveitoso ou prejudicial ao próximo. Com esta reflexão evitarás palavras, de que, depois de ditas, haverias de arrepender-te.


Fala, pois, pouco, conforme ao conselho de Séneca, que dizia: Jamais me arrependi de ter calado, mas sim de ter falado. E o Espírito Santo assegura, que no muito falar, não faltarão pecados. Cala, pois, repito, e não fales sem necessidade, caridade ou obediência; para isso podem valer-te as advertências seguintes:



1. Cuida que Deus assenta as palavras que dizes, e que de todas te pedirá conta no dia do juízo, até das ociosas, como no-lo diz em seu santo Evangelho.


2. Antes de falar, levanta o coração a Deus, e pede-lhe graça para não exceder-te, dizendo com o Profeta: Ponde, Senhor, um selo à minha boca, e uma porta que feche meus lábios por toda parte, para falar com as devidas circunstâncias.


3. Foge daquelas conversações, pessoas e lugares, onde por experiência sabes que, ou te excedes em falar, ou se dissipa teu espírito.


4. Não brinques, nem provoques a brinquedos pesados, nem uses de equívocos que possam tomar-se em mau sentido, ou que possam magoar o próximo.


5. Fala com simplicidade e lhaneza e sem fingimento, mas nunca publiques as faltas dos outros; e ainda quando estas forem já públicas e sabidas, e embora sejam defeitos naturais, sempre será bom que tomes o melhor partido, que é calar, porque ninguém gosta de que se publiquem seus defeitos, nem que se fale deles.


6. Aborrece as disputas, ou teimas em teu parecer; quando houveres de manifestar tua opinião, faze-o com modéstia e doçura, com desejo de que triunfe a verdade, e nunca por sair com a tua nem pelo prazer de que se cumpram teus caprichos; muito pelo contrário, se a consciência o permitir, escolhe antes seguir o parecer dos outros, que teimar e porfiar, pois isso é de grande proveito espiritual, porque coisa sabida é, que é melhor ser modesto que teimoso. Quantas questões, desuniões e pecados evitarás, praticando estes conselhos!


7. Nunca digas palavra que redunde em próprio louvor, nem contes que disseste ou fizeste para que os outros te tenham em opinião de sábio, corajoso ou virtuoso; porque, não caindo bem o louvor em boca própria, far-te-ias desprezível. Para não caíres, pois, em coisa de tanta importância, lembra-te que Deus te vê, te ouve e te há de pedir conta do que falares.


Dos escritos de Santo António Maria Claret



Devemos ser cautelosos com o que falamos para também não desencadear em más ações as palavras por nós proferidas.

Para isso, um conselho que vos dou, é ter cuidado com o que se pensa, pois, através dos pensamentos, como os juízos que fazemos de alguém, não falemos algo impensado ou ruim, afetando assim quem nos ouve e nos constrangendo.

Não se volta atrás pelas palavras já ditas.

É importante nos abastecermos de condutas que nos levem a falar utilmente e com isso encaminhar para o bem qualquer conversação que se tenha, para que se absorvam de forma positiva e proveitosa entre os interlocutores qualquer que seja o assunto em questão.


Finalização de Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos







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