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As virtudes e dons de São José

As virtudes de São José são especialmente aquelas da vida oculta, num grau proporcional

ao de sua graça santificante: virgindade, humildade, pobreza, paciência, prudência, fidelidade, simplicidade, fé iluminada pelos dons do Espírito Santo, confiança em Deus e caridade perfeita. Ele preservou o que lhe foi confiado com uma fidelidade proporcional

ao seu inestimado valor.


Bossuet faz esta observação geral acerca das virtudes da vida oculta:


É uma falha comum dos homens doar-se inteiramente ao que está fora e negligenciar o que está dentro; trabalhar por mera aparência e negligenciar o que é sólido e duradouro; pensar frequentemente na impressão que causam e menos no que deveriam ser. É por

este motivo que as mais estimadas virtudes são aquelas que dizem respeito à conduta e direção das coisas. As virtudes ocultas, ao contrário, as que são praticadas longe da visão do público e sob o olhar de Deus apenas, não são apenas negligenciadas, mas sequer

conhecidas. E, no entanto, este é o segredo da verdadeira virtude.

Um homem deve ser edificado interiormente em si mesmo antes de merecer ser classificado entre os outros; e se esse fundamento estiver faltando, todas as outras virtudes, por mais brilhantes que sejam, serão mera exibição. Eles não farão o homem conforme o coração de Deus. José encontrou a Deus na simplicidade; José encontrou a Deus no desapego; José desfrutou da companhia de Deus na obscuridade.


A humildade de São José deve ter aumentado ao pensar na gratuidade de sua vocação excecional. Ele deve ter dito a si mesmo: "Por que o Altíssimo deu a mim, em vez de a qualquer outro homem, seu Filho para zelar?". Somente porque era de seu agrado. José foi livremente preferido, desde toda a eternidade, sobre todos os outros homens a quem o Senhor poderia ter dado as mesmas dádivas e a mesma fidelidade, para prepará-los para tão excecional vocação. Vemos, na predestinação de São José, o reflexo da predestinação gratuita de Jesus e Maria. O conhecimento do valor da graça recebida e de sua absoluta gratuidade, longe de ferir a sua humildade, iriam fortalecê-la. Ele pensaria em seu coração:

"O que você tem que não tenha recebido?".

José aparece como o mais humilde dos santos depois de Maria - mais humilde do que qualquer um dos anjos. Se ele é o mais humilde, ele é por este motivo o maior, pois as virtudes estão todas conectadas e a caridade de uma pessoa é tão elevada quanto a sua humildade é profunda. "Aquele que entre vós todos é o menor, esse é o maior" (Lc

9,48).

Bossuet bem diz:


Embora por uma extraordinária graça do Pai Eterno ele possuísse o maior tesouro, estava longe do pensamento de José orgulhar-se de seus dons ou fazê-los conhecidos, mas ele se escondeu o mais longe possível dos olhos mortais, regozijando-se apenas com Deus no mistério revelado a ele e nas infinitas riquezas das quais ele é o guardião. José tem em sua casa o que atrairia os olhos do mundo inteiro, e o mundo não o conhece; ele guarda o Homem-Deus, e não diz uma palavra a respeito; ele é testemunha de tão grande mistério, e nele se compraz em segredo sem o divulgar externamente.


Sua fé não pode ser abalada apesar da escuridão do mistério inesperado. A palavra de Deus comunicada a ele pelo anjo lança luz sobre a conceção virginal do Salvador: José poderia ter hesitado em acreditar em algo tão maravilhoso, mas ele acredita firmemente, na

simplicidade de seu coração; com sua simplicidade e humildade, ele alcança alturas divinas.

Segue-se a obscuridade mais uma vez. José era pobre antes de receber o segredo do Altíssimo. Ele se torna ainda mais pobre quando Jesus nasce, pois Jesus vem para separar os homens de todas as coisas para uni-los a Deus. Não há um aposento para o Salvador na última das hospedarias de Belém. José deve ter sofrido por não ter nada a oferecer a Maria e seu Filho.

Sua confiança em Deus foi manifestada nas provações. A perseguição veio logo após o nascimento de Jesus. Herodes tentou matá-lo, e o chefe da Sagrada Família foi forçado a esconder o Menino, para refugiar-se em um país distante, onde ele era desconhecido e onde não sabia como poderia ganhar a vida. Mas ele partiu na jornada, confiando na Divina Providência.


Seu amor a Deus e às almas não cessou de aumentar durante a sua vida oculta de Nazaré; o Verbo Encarnado é uma fonte inesgotável de graças, cada vez mais novas e escolhidas, para almas dóceis que não põem obstáculo à sua ação. Já dissemos, ao falar de Maria, que

o progresso de tais almas dóceis é de aceleração uniforme, isto é, são levadas a Deus tanto mais poderosamente quanto mais se aproximam dele. Esta lei de gravitação espiritual realizou-se em José; sua caridade cresceu até a hora de sua morte, e o progresso de seus últimos anos foi mais rápido do que em seus primeiros anos. Estando mais próximo de Deus, ele foi mais poderosamente atraído por Ele.

Junto às virtudes teologais, os dons do Espírito Santo, que estão unidos à caridade, cresceram continuamente. Aqueles de entendimento e sabedoria fizeram sua vivência de fé mais penetrante e mais sintonizada com o Divino. De uma maneira simples, mas muito elevada, sua contemplação ascendeu à infinita bondade de Deus. Em sua simplicidade, sua contemplação foi a mais perfeita depois da de Maria.

Sua amorosa contemplação foi doce, mas demandou dele o mais perfeito espírito de abnegação e sacrifício, ao relembrar as palavras de Simeão: "Este menino será um sinal de contradição" e "sua alma será traspassada por uma espada". Ele precisou de toda generosidade para oferecer a Deus o Menino Jesus e Sua Mãe Maria, a quem amou

incomparavelmente, mais do que a si mesmo.

A morte de São José foi privilegiada. São Francisco de Sales escreve que foi uma morte de amor. O mesmo Santo Doutor da Igreja ensina com Suárez que São José foi um dos santos que ascendeu após a ressurreição do Senhor (ver Mt 27, 52 e ss.) e apareceu na cidade de

Jerusalém; ele afirma também que essas ressurreições foram definitivas, e que José entrou no Céu, então, de corpo e alma. Santo Tomás de Aquino é muito mais reservado a esse respeito.


O papel de São José na santificação das almas


O humilde carpinteiro é glorificado no céu na medida em que esteve escondido na Terra. Ele, a quem o Verbo Encarnado estava submetido, tem agora incomparável poder de intercessão. Papa Leão XIII, em sua Encíclica Quamquam Pluries, encontra, na missão de São José em relação à Sagrada Família, as razões pelas quais ele é o patrono e protetor da Igreja Universal: "Assim como Maria, Mãe do Salvador, é a Mãe espiritual dos cristãos, José olha por todos os cristãos que a ele foram confiados. Ele é o defensor da Santa Igreja, que é verdadeiramente a casa de Deus e o reino de Deus na Terra".

O que mais nos impressiona no papel de São José até o fim dos tempos é que nele estão unidas prerrogativas aparentemente opostas.

Sua influência é universal sobre toda a Igreja, e, ainda assim, como a Divina Providência, desce aos mínimos detalhes: "Modelo e operário", interessa-se por todos os que se voltam para ele. Ele é o mais universal dos santos, e, no entanto, auxilia o homem pobre em suas

necessidades diárias. Sua ação é primariamente de ordem espiritual, e, no entanto, estende-se aos afazeres temporais; ele é o apoio das famílias e das comunidades, a esperança dos enfermos. Ele cuida dos cristãos de todas as condições, de todos os países, dos pais de família, maridos e esposas, das virgens consagradas, dos ricos para inspirá-los a distribuir suas posses caridosamente, e dos pobres para auxiliá-los.

Ele é atento às necessidades dos grandes pecadores e às almas avançadas em virtude. Ele é o patrono da morte feliz, das causas perdidas; é terrível para os demônios, e Santa Teresa d'Ávila nos diz que ele é o guia das almas interiores nos caminhos da oração. Sua influência

é um maravilhoso reflexo da sabedoria divina, que "se estende poderosa desde uma extremidade à outra, e dispõe todas as coisas com suavidade" (Sb 8, 1).

Ele foi e continuará sendo revestido em divino esplendor. A graça tornou-se fecunda nele, e ele compartilhará seu fruto com todos os que se esforçam para alcançar a vida que está "escondida com Cristo em Deus" (Cl 3, 3).


Donald H. Calloway


Recorramos à intercessão poderoso do glorioso São José mais vezes e notaremos claramente o quanto ele se preocupa connosco e não desampara quem à ele recorre.

São tantas as causas em ele pode nos ajudar e não deixará ninguém sem resposta. Entretanto, assim como procuramos imitar as virtudes da Virgem Mãe, devemos também imitar as virtudes de São José.

Que bela e maravilhosa será a vida daqueles que optarem por esses Modelos de virtudes...

A vida se tornará menos pesada e mais agradável na medida que avançarmos na prática contínua e corajosa dessas mesmas virtudes.

Sejamos imensamente gratos ao Pai do Céu, por nos engrandecer com a vida exemplar de tantos santos e santas que hoje gozam de uma eternidade feliz e continuam nos auxiliando do Céu consoante á nossa fé, devoção e imitação à eles.

Procuremos conhecê-lo mais e rezar todos os dias orações pedindo a sua proteção e ajuda em algumas necessidades.

Existem muitos devocionários com diversas orações e muito mais sobre este grandioso santo.

Tenhamos muito amor ao glorioso São José.


Finalização de Claudia Pimentel dos Conteúdos Católicos



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